Horner não crê em redução dos custos dos motores em 2018

Christian Horner, chefe da Red Bull, está pessimista quanto às chances de redução dos custos e da diferença de performance das unidades de potência com as mudanças nas regras de motores para 2018

As fabricantes das unidades de potência da Fórmula 1 têm se reunido há alguns meses buscando soluções para a redução dos custos dos motores para as equipes clientes e para garantir que a diferença de desempenho entre as marcas seja reduzida. Há, no entanto, quem não acredite em tais mudanças - que caso aceitas, entram em vigor em 2018.

É o caso de Christian Horner, chefe da Red Bull. Apesar de mais conversas estarem na agenda das reuniões do Grupo de Estratégia da F1 marcadas para este mês, Horner é cético quanto as chances de um acordo para que a situação mude.

"É uma situação complexa, mas há, basicamente, quatro critérios requisitados pelo órgão que rege este esporte para que a proposta siga em frente. Os critérios são: redução dos custos para €12 milhões, disponibilidade e garantia de fornecimento para equipes clientes, redução das diferenças de desempenho e aumento do som dos motores", disse.

"No momento em que estamos aqui, posso dizer que não chegamos perto de alcançar nenhum destes critérios e não acredito que isso vá acontecer. O tempo irá se esgotar no fim deste mês e nada será acordado, nada vai mudar", afirmou.

"Teremos mais uma tentativa na reunião do Grupo de Estratégia no final do mês para discutir o assunto e ver em que nível estamos. Se falharmos, o regulamento vai se manter do jeito que está, infelizmente."

Wolff: "difícil agradar a todos"

Apesar do ceticismo de Horner, Toto Wolff, chefe da Mercedes, ressaltou que esforços estão sendo feitos para chegar a um acordo que agrade a todos.

"Foi dada a nós a tarefa de trazer soluções para que nenhuma equipe fique sem motor. Creio que todas as fabricantes concordam com isso, então tentaremos cumprir isso. Há também a questão da redução dos custos, que é importante para muitas equipes, então estamos trabalhando em cima de um acordo para isso", disse.

"É difícil agradar a todos, sem dúvida. Christian não está muito feliz, mas acredito que precisamos apresentar uma solução até o final deste mês. Precisamos ratificar estas regras e no momento todos estão trabalhando duro para, no mínimo, chegarmos a um denominador comum", completou.

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