Júri diz que "Mercedes não tinha razão para não acreditar em aprovação"

Tribunal Internacional acata defesa da montadora alemã e conclui que nenhuma vantagem significativa foi conseguida

Rosberg treina em Montreal

Em nota, o Tribunal Internacional se pronunciou sobre a decisão do chamado “Testgate”. Para o júri, a Mercedes e a Pirelli não agiram de má-fé testando 1000 km de 15 a 17 de maio no circuito da Catalunha, na Espanha, já que nenhum dado significativo foi obtido por parte da equipe alemã.

O tribunal também concordou com a Mercedes de que "não tinham razão para acreditar que a aprovação não havia sido dada" para a prática, após uma troca de e-mails com Charlie Whiting que a autorizou escuderia a testar. Para o TI “foi comunicada à FIA a essência do que eles pretendiam fazer em relação ao teste.”

Para o júri, "as ações tomadas em nome da FIA por Charlie Whiting foram de boa-fé e com a intenção de ajudar as partes e de acordo com a justiça desportiva".

"Os testes de pista, que é o objeto do presente recurso, não foram realizados pela Pirelli e/ou Mercedes com a intenção de que a Mercedes obtivesse qualquer vantagem esportiva injusta", adicionou o comunicado.

“A Mercedes obteve alguma vantagem material (mesmo que apenas por meio da confirmação de que não tinha dados errados) como resultado dos testes, o que, pelo menos potencialmente, deu-lhe uma vantagem esportiva injusta com o conhecimento das intenções da Pirelli.”

“Fica claro, além da argumentação sensata, que a Pirelli tinha a intenção de passar alguns dados para Mercedes de forma confidencial. Dados que a Pirelli considerava expressamente como sendo de grande importância, mesmo que, como nós concordamos, fossem na verdade de um valor limitado à Mercedes, porque não tinha conhecimento do pneu(s) que o relatório fazia referência."

Escreva um comentário
Mostrar comentários
Sobre este artigo
Categorias Fórmula 1
Tipo de artigo Últimas notícias