Kanaan vê Massa na mesma situação que passou em 2010

Vencedor da Indy 500 em 2013 crê que saída da Ferrari deixe Felipe Massa mais leve para voltar aos bons dias

Em 2010 Tony Kanaan se encontrou sem time para competir na Fórmula Indy. O brasileiro lutou até a véspera da primeira corrida em São Petesburgo para se garantir no grid, foi quando apareceu a oportunidade de dirigir para a KV, equipe que o levou a realizar seu maior sonho nesta temporada, vencer as 500 Milhas de Indianápolis.

O piloto enxerga o mesmo recomeço no caso de Felipe Massa para a temporada que vem. Além disso, Tony vê menos pressão sobre os ombros do vice-campeão de 2008.

“Só posso falar como um leigo que acompanha de tudo de fora, mas eu vejo o Felipe, pelas conversas e pelo jeito dele, muito mais aliviado. Acho que ele tirou um peso, tirou essa pressão”, falou ao TotalRace.

“Passei por uma história muito parecida há três anos. Saí de uma equipe que era considerada uma das melhores e fui para uma que não tinha ganho nenhuma corrida. E com as mudanças que vão acontecer na Fórmula 1, que a gente nem sabe o que vai acontecer, tudo pode acontecer. Lógico, ter um ano igual teve a Brawn, que o Rubinho e o Button dominaram, é muito difícil. Mas para o Felipe, só o fato de continuar na F-1, é ótimo. Ele está entrando em uma que ele vai ser o líder, o que é muito importante. Então, é uma oportunidade que vai o ajudar muito. Ele é um cara batalhador, e não vejo como algo negativo.”

Kanaan também disse que as críticas da torcida ao desempenho de Massa são injustas. “Acho que o brasileiro torcedor é muito mal acostumado. Queremos vitória. Você vê muita gente criticando um cara que foi aplaudido por 15 mil pessoas em Mugello, e que a Ferrari fez inclusive um troféu para agradecer o cara. Acho que temos de agradecê-lo.”

“Desejo toda a sorte do mundo, isso vai ser bom para caramba. Não estou falando que ele vai ganhar o campeonato, isso eu não sei, mas ele vai trazer a experiência toda que ele teve nesses oito anos na Ferrari. Nós dois estávamos precisando. Eu, quando sentei com o Jimmy Vasser para assinar, falamos: “Ou a gente ganha algumas coisa, ou vamos para cara daqui dois anos”.

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