Kvyat chega à Fórmula 1 por dinheiro e política, diz Razia

Brasileiro não vê problema em salto da GP3 para a F-1, mas acredita que Antonio Felix da Costa estava mais preparado

O fato do russo Daniil Kvyat estrear na Fórmula 1 vindo da GP3, uma categoria que não é tida como de acesso direto, tendo carros menos potentes que GP2 e World Series, não é considerado anormal para o brasileiro Luiz Razia. Porém, o piloto baiano lamenta que a política e o dinheiro tenham feito a Toro Rosso preferir o novato de 19 anos a seu concorrente direto pela vaga, o português Antonio Felix da Costa.

Tanto Costa quanto Kvyat fazem parte do programa de desenvolvimento da Red Bull, mas o português é mais experiente, tendo disputado uma temporada e meia na World Series.

“Kimi Raikkonen veio direto da F-Renault e vários pilotos vieram direto da F-3. O estranho não é o fato dele vir da GP3: o piloto pode demonstrar talento e queimar etapas”, afirmou Razia ao TotalRace. “O que eu acho que é houve uma quebra de ritmo. O Antonio Felix da Costa ganhou um terço das corridas que ele disputou na World Series. A equipe Arden é boa, mas tive alguns problemas na temporada e, mesmo assim, ele foi terceiro no campeonato.”

Vice-campeão da GP2 em 2012, Razia lembra que a Fórmula 1 precisava de um piloto russo às vésperas da estreia da etapa que será realizada a partir de 2014, em Sochi.

“Eu sou advogado do diabo porque sou amigo do Antônio, mas vejo precipitação em colocar o Kvyat porque o Antonio estava em um ritmo bem mais forte. Mas sabemos que não foi isso. Ficou muito claro que ano que vem tem uma corrida na Russia e a F-1 precisava de um russo”, afirma.

“É uma categoria que tem muita política e, além disso, ele conta com patrocínio de um banco russo, o que também ajudou. A Toro Rosso tem dificuldades, como todas as outras, portanto foi uma situação em que tudo se encaixou.”

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