Lotus deixa de patrocinar equipe de Enstone, mas nome não muda

Time de Raikkonen e Grosjean, que é controlado pela Genii, não deve sofrer alterações mesmo com fim da parceria

O dono da Genii, Gerard Lopez

A confusão acerca do nome Lotus ganhou mais um capítulo com o término do contrato de patrocínio do Grupo Lotus na equipe por que correm Kimi Raikkonen e Romain Grosjean.

O time de Enstone, ex-Renault até o ano passado, é controlado pela Genii e usa o nome Lotus devido ao acordo de patrocínio. Era esperado que a montadora comprasse parte da equipe, mas o anúncio do fim da parceria encerra essa possibilidade.

O Grupo Lotus até havia saído vencedor de uma batalha judicial sobre quem teria o direito de usar o mítico nome, uma vez que a equipe hoje chamada Caterham utilizou o nome entre 2010 e 2011, após firmar acordo com os herdeiros do fundador da equipe, Colin Chapman. Mas agora, a empresa malaia que comanda o Grupo desistiu do acordo.

“O acordo de patrocínio e as obrigações da Lotus acabaram. O Grupo Lotus não pode comprar a equipe mais, isso foi feito por nós. Havia essa chance, mas não mais”, afirmou o dono da Genii, Gerard Lopez, à Autosport.

No entanto, o nome da equipe deve continuar o mesmo. “Estamos felizes em manter o nome Lotus por acreditarmos que é um bom nome para a F-1. Preferiríamos ter o maior número de patrocinadores possível, mas se tivermos de bancar o negócio o faremos.”

A ideia de Lopez é que, mesmo sem o acordo com a Lotus, a equipe mantenha o nome e capte outros patrocinadores.

“Quando mudamos o nome de Lotus Renault para Lotus, isso abriu as portas para um patrocinador majoritário. Se levar em conta que fechamos com a Unilever, no que foi provavelmente o maior acordo do ano na F-1, e a Microsoft, que nunca tinha estado na categoria, temos um grande espaço para patrocinadores. Se tivermos um novo patrocinador majoritário, nossa situação de caixa será melhor que nunca.”

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