Lowe: Williams é mais forte que Mercedes em algumas áreas

Novo diretor técnico já detecta pontos fortes em equipe de Grove, mas minimiza possibilidade de “fazer milagre”

Novo diretor técnico e acionista da Williams, Paddy Lowe considera que sua equipe já está mais forte do que a campeã mundial Mercedes em determinadas áreas.

Lowe, que esteve em posição de destaque na Mercedes no período em que o time alemão dominou três campeonatos consecutivos, entre 2014 e 2016, retornou à Williams, onde já havia trabalhado entre as décadas de 1980 e 1990.

O dirigente minimizou a possibilidade de sua chegada trazer ganhos imediatos à Williams, mas, ao comparar as duas estruturas, relatou que já percebeu pontos fortes em sua nova casa.

“A primeira fase [do trabalho] é conhecer a equipe e ver onde eu posso agregar valor. O desafio é saber extrair o máximo do que você tem à disposição para obter os melhores ganhos. Isso não é diferente se você trabalha em uma determinada estrutura, como eu tinha em outra equipe, ou no que temos aqui. O processo é o mesmo e há coisas na Williams que, sem dúvida, já são muito melhores do que a Mercedes tem”, disse Lowe ao Motorsport.com.

 “Eu preciso ver quais são os pontos fortes e quais são as lacunas para que eu possa trabalhar em cima disso. Já me perguntaram por várias vezes nos últimos anos ‘qual é o segredo?’, mas seria totalmente descabido pensar que alguém pode chegar a uma nova equipe e, de repente, fazer milagre.”

Nada de sentimentalismo

Lowe também afirmou que deverá deixar totalmente de lado as suas conexões emocionais com a Mercedes a partir das atividades para a abertura do campeonato de 2017, na Austrália, neste fim de semana.

“É interessante, porque é claro que você tem sentimentos para com aquilo que você fez [em outra equipe]. Esses sentimentos você tem naquela ‘terra de ninguém’, quando está entre um emprego e outro”, contou.

“Eu suspeito fortemente de que, quando eu estiver na Austrália e completamente concentrado em minha nova equipe, meus pensamentos estarão onde estou e como podemos melhorar. Isso desaparece automaticamente com a intensidade com a qual você fica imerso na competitividade da F1.”

Além disso, Lowe também descarta ter uma abordagem emotiva em seu retorno à velha casa. “[Voltar à Williams] É uma história incrível, mas ainda estou me familiarizando. Voltar foi um momento emocionante, já que faz quase 30 anos que eu comecei na Williams, no fim de 87. É muito especial voltar e, na prática, assumir a posição de meu chefe original, Patrick Head”, relata.

“Ao mesmo tempo, não se trata de sentimentos, e sim de avançar, e não de contar histórias antigas. Estou muito ansioso para o futuro e já estou muito feliz com o que vi e com o que posso fazer a partir disso.” 

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