Maldonado vê comissários mais duros, mas evita reclamar

Dono de nove punições no ano, venezuelano diz que objetivo até final da temporada é fugir das confusões

Vindo de três punições em um mesmo final de semana – perdeu três colocações na classificação por atrapalhar Nico Hulkenberg, e largará dez posições atrás do que conseguir no sábado do GP da Itália pela queimada de largada e pela batida com Timo Glock na corrida belga – Pastor Maldonado reconhece que sua missão até o final da temporada é ficar longe da sala dos comissários. Porém, o venezuelano destaca que as decisões tomadas neste ano têm sido mais duras.

“Spa certamente foi muito ruim para nós, mas em termos de velocidade fomos competitivos no sábado. Agora é aprender com os erros que cometemos. Parte do meu trabalho é pensar o que posso fazer para melhorar. Tenho de tentar ficar longe dos comissários. Eles têm sido duros neste ano, não apenas comigo, como também com os demais pilotos. Temos de respeitá-los e, se esse é seu estilo de decisões, tenho de tentar ficar longe deles. A partir de agora, vamos tentar melhorar isso em particular e ir bem na classificação para conseguir largar em boas posições e fazer boas corridas”, afirmou ao TotalRace em Monza.

“Entendo o lado dos comissários, porque o mínimo toque pode trazer consequências mais graves, e, por isso, eles estão sendo tão duros. Se essa é sua maneira de nos avaliar e de evitar que algo mais grave aconteça, temos de nos adaptar ao que eles estão pedindo.”

Além das nove punições neste ano – sendo três delas por trocas de câmbio e o restante por problemas ocorridos na pista – Maldonado somou cinco penalidades em sua primeira temporada na F-1, nenhuma por motivos técnicos do carro. Além dos problemas com os comissários, o venezuelano ainda vem tendo de lidar com a seca de pontos: após vencer o GP da Espanha, há sete etapas que não marcou mais nenhum ponto.

“Tenho de tentar avaliar bem quando ser agressivo e quando não ser. Acho que juntou tudo agora: tive punições, tanto por culpa minha, quanto por fatores externos, e em outras corridas não estávamos tão competitivos , como na Alemanha, quando o assoalho quebrou. Tenho tido má sorte. Tenho que, primeiro, ficar longe dos comissários, e depois marcar pontos, que são importantes para a equipe.”

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