Massa explica por que não vale a pena apostar em acerto de chuva

Brasileiro revela que, hoje, apenas ganha-se tempo jogando as fichas na água em traçados de baixa carga aerodinâmica

Em um passado recente, era comum ouvirmos falar que um piloto apostou em um acerto mais voltado para a chuva, enquanto outro colocou as fichas no seco. Hoje em dia, no entanto, pouco muda nos carros da F-1 em função da condição climática. No próprio volante, os pilotos conseguem controlar funções que ajudam a melhorar a dirigibilidade do carro na chuva.

Perguntado pelo TotalRace qual a diferença entre um acerto de seco e de molhado hoje em dia, Felipe Massa explicou que ganha-se pouco apostando na água.

“Você pode levantar um pouco o carro para ter menos aquaplanagem, mas não muda muito. O tanto que você consegue ganhar com um acerto totalmente voltado para a chuva não representa uma vantagem muito grande. Se você fizer um acerto de chuva e não chover, acaba perdendo mais.”

O piloto da Ferrari lembrou que existe apenas uma situação em que os acertos são distintos: em circuitos nos quais as retas predominam, o que significa que os carros usam asas que geram menos carga aerodinâmica.

“Hoje em dia, existe mudança, mas não é tão grande, dependendo do traçado. Se estiver chovendo em uma pista como Monza, existe uma grande diferença do seco para o molhado em termos de acerto do carro, regulagem de asas, várias coisas. Em uma pista em que você precisa de mais downforce, você usa a maior asa possível para gerar mais carga aerodinâmica – e a carga aerodinâmica conta mais na chuva do que no seco.”

 “Hoje trabalhamos mais voltados para o seco, a não ser que haja essa diferença de asa. Nesse caso, temos de pensar bem e analisar a situação.”

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