Massa não se incomoda por estar atrás de Stroll no mundial

Brasileiro diz que classificação do campeonato não conta história da temporada: “me incomodaria se fosse um problema meu, mas não é”

Prestes a competir em seu último GP do Brasil, Felipe Massa confessou que desta vez não voltará atrás na decisão de se aposentar da Fórmula 1. Em conversa com a mídia brasileira nesta quinta-feira (9) em Interlagos, o piloto da Williams disse que não acredita que sua segunda despedida da maior categoria do esporte a motor mundial vá ser tão emocionante como a do ano passado.

Questionado pelo Motorsport.com Brasil, ele falou que tentará um bom final de semana e não irá mirar no emocional.

“Primeiramente, esta é a despedida real. A despedida oficial”, iniciou.

“Aqui é sempre um lugar especial. Quando a gente vive a semana do GP e entra aqui em Interlagos, é uma sensação especial e incrível para qualquer piloto brasileiro. Mesmo estando há 15 anos aqui, é uma sensação incrível. É um lugar especial, onde eu cresci.”

“Quero tentar viver mais uma emoção nesta prova de casa – que é a minha última na Fórmula 1 no Brasil. Sem duvida a emoção vai fazer parte deste final de semana, como fez o ano passado. Mas é difícil chegar naquele ponto.”

“Espero que tenha uma boa corrida, um bom resultado e  que tudo acabe de maneira bacana e gratificante pela corrida. Espero que a gente possa ter uma boa corrida. Não é fácil. Temos uma luta aí com várias equipes, mas vamos dar o máximo.”

Falando da hierarquia da Fórmula 1, Massa não acredita que este final de semana irá proporcionar muitas mudanças. O brasileiro espera a Williams em posição de coadjuvante.

“É difícil dizer. Não acredito que esta corrida vá ser muito diferente do que foram as duas últimas corridas por exemplo.”

“Temos equipes como a Force India, que tem um carro mais rápido que a gente. A Renault tem um carro um pouquinho mais veloz que a gente. Então, não acredito que aqui seja muito diferente do que vimos recentemente.”

Derrota para Stroll após 18 provas

Massa também comentou o fato de no momento se encontrar atrás de seu companheiro canadense Lance Stroll, de 19 anos, estreante nesta temporada. Stroll não iniciou bem o ano, mas após um pódio inesperado no Azerbaijão, cada vez mais se aproximou de Massa no mundial e o passou na última corrida com um sexto lugar.

Lance agora tem 40 pontos contra 36 de Massa. No entanto, nas disputas de grids de largada, o brasileiro está à frente de Stroll com goleada –15 a 2.

“Me incomodaria se fosse um problema meu, se eu não tivesse o ritmo”, afirmou.

“Mas não é o caso. Eu acho que todas as corridas que ele teve uma pontuação alta, foram provas que eu estava na frente dele, tive um problema no carro e acabei não chegando. Como na Rússia, estava em sexto, furou o meu pneu e eu cheguei em nono.”

“Em Barcelona eu tinha feito uma largada maravilhosa, encostaram no meu carro furou o meu pneu e poderia ter sido o quarto, porque o quarto foi o Perez que estava atrás de mim na primeira curva. Em Baku, quando o Stroll foi para o pódio, estava na frente dele naquele momento. Só que aí quebrou o meu carro.”

“Na última prova (México), eu larguei e furaram o meu pneu na primeira volta. O Verstappen também se tocou no início e não furou o pneu e ganhou a prova. Às vezes as pessoas não enxergam em uma corrida o ritmo de prova em geral.”

“O Alonso está atrás do companheiro de equipe dele, e nunca vi ninguém falando ‘ah, ele está atrás do companheiro dele, ele tem que parar’. O trabalho que ele mostra dentro da pista – como eu mostro também – não é bem assim. Você precisa olhar classificação e o ritmo de prova. Do meu lado, do meu ponto de visa, estou totalmente tranquilo.”

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