Massa terminou carreira na F1 em total alta, diz engenheiro

Rob Smedley destaca competitividade do brasileiro em suas corridas finais na categoria e reconhece que problemas custaram “metade de seus pontos”

Chefe de performance da Williams, Rob Smedley afirmou que Felipe Massa não poderia ter tido um fim melhor em sua carreira na F1 do que após suas duas corridas fortes no Brasil e em Abu Dhabi.

Massa teve duelos com seu ex-parceiro na Ferrari Fernando Alonso nas duas corridas, terminando em sétimo e 10º e anotando pontos para terminar o ano com 43.

Smedley, que trabalha com Massa há mais de uma década, tanto na Ferrari quanto na Williams, insiste que o brasileiro estava no auge de sua forma até o fim.

“Olhando como ele terminou, ele esteve totalmente em alta”, disse Smedley ao Motorsport.com.

“Ele teve por 16 anos neste paddock, sendo extremamente competitivo a um nível em que poderia ganhar o campeonato, ou sendo competitivo o máximo possível no carro que lhe era dado.”

“Para sair no topo de seu jogo, ainda entregando [resultados] para a equipe, dando pontos, tendo voltas especiais em classificação, não há melhor forma de sair.”

Smedley está convencido de que Massa tinha tudo para marcar mais pontos em 2017, com seu abandono em Baku e outros problemas, como furo de pneus na Espanha e na Rússia, se mostrando muito custosos.

“Acho que é um ponto chave para você analisar sua temporada. Todos homens e seu cachorro poderia alegar que ele poderia ter vencido em Baku.”

“Estávamos vencendo aquela corrida, e seria um momento especial em sua última temporada na F1.”

“Ele esteve perfeito naquela corrida, mas houve problemas de confiabilidade. Ele provavelmente perdeu metade do pontos que deveria marcar naquele carro.”

Smedley admitiu que espera sentir falta de Massa nos fins de semana de corrida, mesmo que ambos se mantenham próximos fora da pista.

“Eu vou sentir falta dele o trabalho, mas ele é meu parceiro. Nossas esposas são amigas, nosso filhos são amigos, ele é como um irmão mais novo. Ele é parte da minha família e isso vai continuar. Não vai mudar nada.”

“Mas não tê-lo no trabalho é uma sensação estranha agora. Só por ter alguém para sentar, tomar um chá e conversar sobre coisas que acontecem em casa apenas para livrar a cabeça da intensidade de um GP... Acho que é isso de que vou mais sentir falta.”

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