Massa tomou a decisão certa de retornar? O paddock comenta

Personagens da Fórmula 1 opinam sobre ano extra de Massa e creem em legado positivo deixado na F1

Após uma aposentadoria bastante emocionante no GP do Brasil do ano passado, Felipe Massa foi convidado pela Williams a retornar depois que a aposentadoria de Nico Rosberg tirou Valtteri Bottas do time britânico. Massa assinou um novo contrato de um ano e chegou a até mesmo brigar para continuar na equipe.

No entanto, na última semana, o piloto anunciou que se aposentaria de vez da F1 por meio de suas redes sociais. Massa até aqui é o 12º colocado no mundial, a quatro pontos do companheiro de equipe, o jovem canadense Lance Stroll de 19 anos.

Será que Massa tomou a decisão certa de voltar? O Motorsport.com Brasil perguntou para alguns personagens do paddock da F1:

Jacques Villeneuve: Sim, claro. Ele guiou por um ano, ganhou dinheiro, se divertiu guiando. E agora, para ele foi a decisão correta falar: ‘já esperei o suficiente, parem de jogar comigo’. Então, foi legal ele ter tomado a decisão sozinho. Isso foi bom. É muito melhor do que ficar sentado no sofá em casa. Muito melhor.

Johnny Herbert: Eu acho que sim. Ele provou que ainda tinha velocidade, continuava motivado pelo sucesso. O que eu espero para este GP, pelo que houve no ano passado, é que ele não chegou. Eu espero que desta vez ele termine a corrida, espero que ele consiga pontos, porque seria legal para terminar a carreira dele. Ele teve muita sorte de ter uma segunda chance. Mas ele fez um bom trabalho neste ano, e gosto do Felipe. Ele é um campeão do mundo que infelizmente nunca vimos, pelo que houve em 2008. Mas ele teve uma boa carreira. Voltou do acidente que teve na Hungria. Se ele ainda estava rápido como antes? Talvez nem tanto, mas ele continuou se colocando no limite. Tenho muito respeito por isso.

Jackie Stewart: Sim. Eu me lembro de ter dado nele um grande abraço e parabenizá-lo pela aposentadoria e aqui está ele de novo guiando muito bem e sendo muito importante para a equipe Williams. Mas acho que foi a coisa certa saindo de novo. Ele foi um grande embaixador para este país na F1.

Luciano Burti: É difícil falar. Talvez o momento ideal dele ter parado, fosse o ano passado. Com essa volta, sempre acaba tendo a expectativa de ter um ano bom para compensar esse ‘parei, mas não parei’. Infelizmente não foi o caso. Mas, no lugar dele, eu faria o mesmo. É toda uma questão: é a Fórmula 1, a oportunidade de estar aqui, mesmo para quem já está a tanto tempo, é um negócio especial. Obviamente tem a parte comercial e financeira que ajudam. ‘Tenho aqui de 6 a 8 milhões de dólares, quer?’. Então, eu entendo o que ele fez, eu teria feito a mesma coisa, mas infelizmente não foi um ano legal. Acho que a despedida deste ano não foi tão legal como no ano passado, mas faz parte do jogo. Ninguém tem bola de cristal e não sabe o que vai acontecer pela frente.

Alexander Wurz: Eu acho que foi difícil, porque ele tinha tomado uma decisão e às vezes temos que trilhar outros caminhos na vida, mas a equipe estava feliz em convencê-lo a voltar e ele fez um trabalho muito bom para nos ajudar neste ano. Ele desenvolveu bem o carro, voltou mais forte. Mas eu entendo como ele se sente pensando: ‘não, agora realmente terminou para mim’. Foi isso o que ele fez, e deixa para trás um grande legado e uma grande carreira.

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