Massa vê Mercedes na frente e prega "pés no chão" na Williams

Mais rápido nos testes de pré-temporada, brasileiro não descarta nem a Red Bull e revela dificuldade com sotaque

Depois de ser o mais rápido dos testes de pré-temporada, Felipe Massa prega a cautela antes do início da temporada da Fórmula 1, dia 16 de março, no GP da Austrália. Para o brasileiro da Williams, as Mercedes são as favoritas e até a Red Bull pode surpreender.

“Se me perguntar que time está na frente, eu diria Mercedes. Há outras equipes que estarão lutando – talvez a McLaren, talvez a Ferrari, talvez a Red Bull. Não podemos esquecer a Red Bull – eles sabem como fazer um carro rápido e competitivo. Quando resolverem seus problemas, eles estarão lá”, afirmou ao site oficial da F-1.

O piloto, porém, não esconde sua empolgação com a rápida adaptação do carro novo – e a constatação de que se trata de um bom projeto.

“Tive uma ótima sensação do carro desde a primeira vez que o pilotei em Jerez, mas também foi ótimo como o melhoramos no último teste do Bahrein, a maneira como a equipe trabalhou, o quão confiável o carro é – tudo foi positivo. Ainda é difícil dizer onde estamos, temos de manter nossos pés no chão e não pensar que somos melhores do que somos.”

Pilotando pela primeira vez na Fórmula 1 por uma equipe inglesa, depois de passagens pela italiana Ferrari e a suíça Sauber, Massa revelou algumas dificuldades de comunicação, especialmente com seu novo engenheiro, Andrew Murdoch.

“Estou muito feliz com ele – ele é bom e inteligente. O sotaque dele não é tão fácil de entender, porque ele é irlandês. E também há palavras diferentes no volante em relação ao que eu tinha [na Ferrari]. Foi difícil no começo, mas agora as cosias estão mais automáticas.”

Massa também explicou por que acabou optando pela Williams, equipe que teve um de seus piores anos da história na última temporada. “Muitos disseram que a Mercedes estava na frente, fazendo um grande trabalho com o motor. Isso estava na minha cabeça: queria correr com um motor Mercedes. Em segundo lugar, muitos times com os quais eu estava conversando estavam perdendo funcionários. Quando conversei com a Williams, senti um clima diferente, uma maneira diferente de pensar. Quando fui para a fábrica pela primeira vez, pensei: ‘é isso que eu quero fazer’.”

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