McLaren: documentário não daria certo se nos censurássemos

O documentário de bastidores da McLaren com a Amazon não teria dado certo se a equipe quisesse esconder alguns de seus momentos mais controversos, admite o diretor executivo da equipe, Zak Brown

A série de filmes Grand Prix, publicada em quatro partes na Amazon, foi disponibilizada na última semana. Ela segue a preparação da McLaren para a temporada de 2017 e expõe as dificuldades e as frustrações durante a crise no relacionamento com a Honda.

Cenas como as dificuldades quando o novo carro foi ligado e algumas conversas por rádio com Fernando Alonso durante a pré-temporada ajudaram a série a receber elogios dos fãs que já tiveram a chance de assistir.

Apesar de a McLaren ter se sentido tentada a esconder alguns dos momentos mais intensos, Brown acredita que isso não seria o certo a se fazer.

“Tomamos uma decisão: se você vai fazer um show assim, então você precisa ser autêntico à proposta que esse show tem”, disse. “Então, deixamos eles terem acesso a lugares e a reuniões, como as que temos todas as terças-feiras.”

“Pensamos que seria contraprodutivo se fosse dentro da McLaren e editado pela McLaren. Queríamos mostrar a todos o que realmente acontece dentro de uma equipe de F1.”

Apesar de a intenção original do documentário era mostrar a temporada de estreia de Stoffel Vandoorne na F1, Brown afirmou que não houve dúvidas em manter as filmagens em andamento quando os problemas com a Honda vieram à tona.

“Não era o que tínhamos planejado para o ano passado, mas foi muito autêntico, muito real, e é isso que o esporte precisa fazer mais para seus fãs”, acrescentou.

“Vamos ser quem nós somos e não tentar necessariamente ser politicamente corretos em tudo o que fazemos. Vamos baixar a guarda um pouco e deixar os fãs entrar.”

“Esperávamos que fosse uma história diferente. Realmente era para ser sobre a chegada de Stoffel, mas, com tudo o que estava acontecendo, se tornou a chegada de Stoffel com todo o resto que estava acontecendo.”

“Há algumas cenas onde pensamos ‘oooh’. Mas tínhamos de ser autênticos àquilo que dissemos que o show seria. Esperamos que as pessoas gostem de nossa abordagem aberta, honesta e transparente.”

Mais acesso

A F1 está determinada a confirmar um novo acordo com Netflix para uma série de bastidores com várias equipes em 2018. Assim, Brown acha que a categoria precisa fazer mais para aproximar os fãs daquilo que acontece dentro e fora da pista.

“Acho que mais pessoas precisam ver o que acontece em nossa garagem, mais pessoas precisam ver o que acontece na fábrica, porque é bastante fascinante”, disse.

“Deveríamos ser mais abertos sem revelar segredos, porque, como você deve saber, há uma intensa paranoia na competição e para ver o que estamos fazendo.”

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