Melhor estreante: Paul Di Resta leva por um triz

Escocês encontra no mexicano Perez um grande concorrente nesta temporada, mas atuação de gala fez até Sutil perder vaga

Paul Di Resta foi consistente em seu ano de estreia

No começo do ano, eles carregavam pouca expectativa. Um, por vir dos carros de turismo do DTM; o outro, mesmo com o vice-campeonato da GP2, carregava o estigma de ter mais patrocinadores que talento. No fim, ambos provaram que mereciam o lugar recebido na Fórmula 1, com ou sem dinheiro.

A disputa na eleição do TotalRace foi tão apertada que não dava para falar de Paul di Resta sem citar Sergio Perez. Os dez pontos que separaram os dois fazem com que a disputa de melhor estreante terminasse em um empate técnico. Assim como o prêmio de melhor piloto, o de melhor debutante estaria em boas mãos tanto com Di Resta quanto Perez.

Di Resta teve um ano memorável. Marcou pontos em suas primeiras corridas com uma Force India ainda atrás das rivais em termos de desempenho. Superou o parceiro Adrian Sutil em algumas ocasiões, como o quinto lugar no caos do Canadá e a sexta posição de largada na Inglaterra. O aprendizado se mostrou definitivo com a sexta posição em Cingapura, e seu desempenho no ano foi tão consistente que fez a Force India abrir mão de Sutil, que terminou o ano entre os dez e era prata da casa desde 2007. Pouca força a do escocês, não?

Já Perez mostrou as credenciais logo de cara com um sétimo lugar na Austrália, que foi apagado com uma irregularidade na asa traseira da Sauber. Mas os pontos eram uma questão de tempo para o mexicano, que conseguiu superar diversas vezes o badalado Kamui Kobayashi. O azar de Perez foi a batida nos treinos em Mônaco, que o deixou de fora de duas corridas, mas comprometeu toda sua segunda parte do campeonato.

Mesmo assim, Perez deixou sua marca, esnobou os críticos e foi o único titular do grid a fazer um teste com um carro de outra equipe, um modelo 2009 da Ferrari, em um tira-teima com Jules Bianchi. Se Force India e Sauber acertarem a mão, podemos ver atuações cada vez mais convincentes dos dois, as principais esperanças de Escócia e México para voltarem de vez aos pódios da Fórmula 1.

Resultado final
Paul di Resta, 120 pontos
Sergio Perez, 110
Pastor Maldonado, 30
Daniel Ricciardo, 10
Jérome D'Ambrosio, 5

Completando o pódio...
Pastor Maldonado não teve um ano ruim. O venezuelano fez ótimas atuações com a Williams, indo para o Q1 em Silverstone, e em outras provas como na Bélgica, quando somou seu único ponto, e Mônaco, andando em sétimo até ser tirado da pista por Lewis Hamilton. Chegou a superar Rubens Barrichello principalmente nos treinos e, se tivesse um carro melhor, poderia até obter mais destaque – mas dificilmente tiraria os méritos dos rivais, uma vez que foi mais inconsistente e errou bastante.

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