Melhor volta em Sochi veio em 'modo seguro', revela Mercedes

Equipe alemã revelou que melhor volta do GP da Rússia, que ficou com Nico Rosberg, foi registrada no 'modo seguro de unidade de potência germânica

Apesar de o GP da Rússia, além de ter sido o quarto triunfo seguido de Nico Rosberg na temporada 2016 da Fórmula 1, ter marcado o primeiro 'grand chelem' - pole, melhor volta e vitória - da carreira do alemão, a conquista não veio sem contratempo. A Mercedes disse, após a prova, que Rosberg teve um problema na MGU-K na segunda metade da corrida, o que poderia ter estragado a festa do líder do campeonato.

No entanto, a equipe alemã revelou um detalhe que certamente assusta os rivais e é uma demonstração da superioridade da Mercedes: Rosberg registrou a melhor volta da prova com a unidade de potência em 'modo seguro' - ou seja, sem poder aproveitar toda a potência.

A duas voltas do fim, com pneus macios desgastados, o líder do campeonato marcou um tempo 0s6 mais rápido do que Felipe Massa, que ficou com a segunda melhor volta - registrada quando o carro do brasileiro estava com os supermacios.

"Logo após o pit stop, notamos um comportamento estranho na MGH-K do carro de Nico. Passamos algumas voltas avisando-o de que ele tinha uma boa vantagem sobre Lewis (Hamilton) e poderia aliviar o ritmo até que a FIA nos deu autorização para orientá-lo a modificar as configurações do motor para controlar o problema", disse a Mercedes em nota divulgada para os fãs nesta quarta-feira (4).

"Ao volante, Nico se manteve calmo, diferente do que vivemos no pitwall. Quando ele registrou a melhor volta da prova, a dois giros do final, as configurações ainda estavam no 'modo seguro' - uma prova do quanto nosso ritmo foi forte durante o último final de semana."

"Este problema fez com que o último domingo tenha sido mais estressante para cada um de nós. No fim, porém, ficamos aliviados ao ver os dois carros recebendo a bandeira quadriculada.

Como Hamilton também enfrentou contratempos durante a prova - segundo a equipe, o britânico completou 16 voltas sem pressão de água no motor - a Mercedes ressaltou que precisa continuar trabalhando em cima da confiabilidade.

"Por fim, nada do que aconteceu muda o fato de que não atingimos nossas expectativas em termos de confiabilidade até este momento na temporada. Em relação à performance, estamos bem, praticamente no mesmo patamar que apresentamos em 2015."

"Entretanto, temos trabalho a fazer. Precisamos ter a velocidade como objetivo, mas também precisamos ser 'à prova de balas'. Não apenas contornar problemas, mas entendê-los, consertá-los e garantir que não se repitam. Trabalhamos incansavelmente para conseguir esse feito e seguiremos avançando."

"Não há, porém, garantias de que conseguiremos. Este é um esporte mecânico, com uma linha tênue entre desempenho e durabilidade. Você precisa ir além do limite e falhas podem acabar acontecendo", completou a equipe.

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