Mercedes ameaça sair da Fórmula 1 por briga sobre motores

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Mercedes ameaça sair da Fórmula 1 por briga sobre motores
Por: Julianne Cerasoli
11 de nov de 2014 09:47

Alemães querem evitar retorno aos V8 e barram mudanças no regulamento para o ano que vem

O final de semana do GP do Brasil foi marcado por muita discussão nos bastidores a respeito de mudanças no regulamento de motores. E, com a Red Bull cada vez mais criticando a introdução dos motores V6  ocorrida neste ano, alinhada com o discurso de Bernie Ecclestone, que pede o retorno aos V8, a prova terminou com uma ameaça da Mercedes: “Se o V8 voltar, a Mercedes sai da Fórmula 1”, avisou Niki Lauda.

[publicidade] As rivais da marca alemã temem que, mesmo com as alterações permitidas nos motores para o ano que vem – algo que havia sido acordado desde antes da estreia das novas unidades de potência – não vão conseguir eliminar a vantagem da Mercedes. Renault e Ferrari, portanto, buscam negociar para que mais partes do motor possam ser alteradas para o ano que vem e pedem mais tempo para continuar desenvolvendo suas unidades.

Atualmente, as regras permitem que 48% dos itens (32) sejam modificados até a homologação dos motores de 2015, em fevereiro. Franceses e italianos, por sua vez, querem que outros 13 itens (chamados tokens) sejam liberados para desenvolvimento até julho, mas a Mercedes só aceita que sejam 5 adicionais.

A grande crítica dos rivais à inflexibilidade da Mercedes é o fato da montadora ter se beneficiado, na DTM, campeonato de turismo alemão, de um abrandamento semelhante para se igualar a Porsche e Audi.

A polêmica é tanta que o chefe da Red Bull, Christian Horner, já começa a pressionar para que a Fórmula 1 desista dos motores que estrearam nesta temporada. “Ninguém gosta de dar um passo atrás mas, às vezes, você tem de perceber quando há algo errado. Infelizmente, os custos destes motores já tiraram duas equipes do grid e isso é um grande problema.”

Para alterar as regras do congelamento do desenvolvimento dos motores em 2015, é necessária uma decisão unânime. Para 2016 adiante, caso haja uma definição agora, a maioria simples já seria suficiente.
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Autor Julianne Cerasoli
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