Mercedes considera mudança de conceito de carro 2018

Mercedes está analisando mudar para conceito de “alto nível” em 2018, na tentativa de erradicar características de equipamento atual

A Mercedes enfrentou um momento complicado para chegar ao topo do equilíbrio da longa distância entre eixos do W08 ao longo desta temporada.

Embora tenha funcionado de forma brilhante em algumas pistas de alta, como Silverstone e Monza, a equipe tem sofrido em outros locais com curvas de baixa, como Mônaco, Hungria e Cingapura.

Embora alguns desses resultados sejam explicados pelo fato do carro ter uma distância entre eixos mais longa do que os rivais mais próximos, a equipe acredita que outras características podem ter uma parte maior no desempenho de sua performance.

Uma área que está sendo avaliada nas corridas finais é se a Mercedes deve ou não seguir o conceito aerodinâmico aprovado pela Red Bull. 

Foi interessante notar que a Mercedes foi detectada fazendo grandes mudanças em sua configuração de suspensão no Brasil no último fim de semana, o que poderia ter sido relacionado a julgamentos do conceito de inclinação, da parte de trás para a frente.

Efeito solo

Ao correr com a frente do carro baixo e a traseiro alta, é possível criar uma forma de efeito solo por meio de uma combinação da asa dianteira que feche o fluxo de ar e o difusor melhorando porque há mais ar que flui debaixo dele.

Com a chegada dos blocos de derrapagem de titânio em 2014 foi parcialmente motivada para dissuadir as equipes desse tipo de abordagem, mas Red Bull conseguiu recuperar terreno nesta área.

Entende-se que a Mercedes começou experiências com ângulos de mais elevados agora que os campeonatos estão ganhos, e percebeu que seu carro criou mais faíscas no Brasil, tocando o solo mais do que o normal.

Distância entre eixos permanece

Uma das maiores diferenças de conceito entre Ferrari e a Mercedes neste ano foi a distância entre eixos do carro.

A Mercedes criou um W08 muito mais largo, uma abordagem que considerava que seria útil ao longo da temporada, apesar de significar que seu carro não seria tão adequado para pistas menores.

Apesar da possível mudança da inclinação do carro, a equipe baseada em Brackley continua confiante de que o comprimento do seu carro funciona bem e é por isso que não seja provável que haja uma mudança significativa nesta parte para 2018.

Niki Lauda, diretor não-executivo da Mercedes, disse a Gazzetta dello Sport no fim de semana que a distância entre eixos não era um fator na sua performance.

"O comprimento nunca foi um problema. Era aerodinâmica", disse ele. "Houve momentos em que o carro se comportou de uma maneira fantástica, e outras vezes não.”

"Nós ainda não entendemos completamente isso e é o que temos que corrigir para 2018. As regras não estão mudando, então, tendo um bom ponto de partida, será mais fácil resolver certos problemas."

O chefe da Mercedes, Toto Wolff, disse recentemente que sua equipe precisava garantir que as mudanças que fizesse para o próximo ano não devem sacrificar os pontos fortes do carro.

"Gostaríamos de manter as características da ‘Diva’ que gostamos, e eliminar um pouco das dificuldades", disse ele.

"O que você pode ver no grid é que muitas pessoas lutam para entender por que o carro funciona um dia e não em outro. Nós também o vimos isso com os nossos concorrentes.”

"Não acreditamos que nenhuma das características nos dias mais difíceis tenha algo a ver com a distância entre eixos mais longa. Vemos com a Red Bull e a Ferrari que eles têm bons dias e dias ruins."

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