Mercedes diz que F1 não pode brincar de "De Volta para o Futuro"

Toto Wolff afirma que a categoria irá se equivocar se seguir adiante com a proposta de um motor mais barato do que os híbridos atuais

A Mercedes advertiu os dirigentes da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e da Fórmula 1 que a categoria corre um sério risco de dar vários passos para trás, caso decida seguir adiante na proposta de encontrar um motor padrão (e mais barato) para as equipes independentes.

Uma das ideiasé a criação de um motor 2,2 litros turbo V6 que teria vantagens no regulamento para brigar com os atuais propulsores híbridos de 1,6 litro, fornecidos pelas montadoras.

Toto Wolff, diretor esportivo da Mercedes, afirmou ser um erro a F1 retornar uma tecnologia anterior para melhorar a competitividade.

“Há uma estrutura de governança e claro que a maioria quer mudanças nas regras, e isso irá acontecer. Mas iremos deixar o nosso ponto de vista”, disse Wolff ao Motorsport.com.

“O híbrido é importante, e ele já está aparecendo nas ruas atualmente. Mas se você quer ir para ‘De Volta para o Futuro’, não é isso que acreditamos que deveria ser a filosofia. Vamos ver como o comando e todos os envolvidos irão decidir.”

De acordo com o diretor da McLaren, Eric Boullier, a F1 irá encarar um grande problema em encontrar um equilíbrio na performance de dois tipos de motores diferentes.

“Acreditamos que seja melhor ajudar Renault e Honda a crescer do que diversificar. Embora seja ainda muito cedo para ter uma posição clara, será um pesadelo para equilibrar em termos de regulamento e não é justo ter um motor mais barato tendo uma performance melhor que um motor top”, completou.

 

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