Mercedes diz que manutenção do design era aposta mais segura

Diretor técnico, James Allison acredita que equipe tomou decisão certa ao manter o conceito de longa distância entre eixos

A distância entre eixos mais longa da Mercedes geralmente foi associada às dificuldades da equipe em circuitos mais curtos nas últimas temporadas.

Enquanto outras equipes tomaram um caminho diferente, o diretor técnico da Mercedes, James Allison, insiste em que havia mais a ganhar ao continuar o desenvolvendo de ideias que funcionassem bem e que a equipe entenda, ao invés de explorar uma grande mudança.

"A longa distância entre eixos é algo que decidimos muito cedo, foi um trunfo para nós, e tenho certeza de que ainda estamos certos", disse Allison.

"Essa foi uma decisão muito fácil, porque é muito, muito mais fácil ter uma decisão como essa ao seu alcance, porque então você não está executando dois programas de túnel de vento com duas distâncias entre eixos, dois modelos, duas coisas diferentes.”

"Você pode ter certeza de que os ganhos obtidos no ano passado serão herdados pelo carro neste ano. Se você tem certeza de que a distância entre eixos é um trunfo, então, você tem que mantê-la."

Allison diz que a mudança de direção é um risco maior para um líder, como a Mercedes, do que para as equipes que estão atrás, que precisam tentar coisas diferentes para diminuir a diferença.

"O detalhe aerodinâmico dos carros é considerável. Há muito, muito mais oportunidade de torná-los piores do que melhorá-los.”

"Mesmo se você quisesse seguir um conceito novo e diferente, você espera encontrar uma quantidade razoável de perdas antes de voltar para o território positivo.”

"Você deve fazer um julgamento sobre se você vai apostar em sair em território negativo e depois voltar, ou apenas marchar em seu próprio conceito que está trabalhando.”

"Nós escolhemos o último e não o primeiro. Se você está com um carro de ponta, então você tem menos a perder."

Nota-se no novo W09 uma extremidade traseira mais compacta e Allison quis agradecer ao chefe do motor da Mercedes, Andy Cowell, e seus funcionários pelo papel que desempenharam para garantir que a carroceria pudesse ficar tão fortemente compacta em torno da unidade de potência.

"Os homens de Andy estiveram por trás de nos ajudar a conseguir isso. Nós, em Brackley, tivemos muito trabalho, mas o centro de gravidade estava no território de Andy e, além disso, o risco...”

"Todos nós temos a mesma quantidade de pele no jogo, para ver se o carro prospera ou não.”

"Então nos sentimos muito sortudos de estarem dispostos a aceitar o nosso pedido. O resultado foi algo que estamos bastante satisfeitos, e também que o projeto, embora difícil, foi realmente muito divertido.”

"O fim disso é algo que forneceu uma quantidade de desempenho não trivial para o carro, e também parece ótimo."

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