Mercedes reconhece que deve rever política após impasse

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Mercedes reconhece que deve rever política após impasse
Por: Julianne Cerasoli
27 de jul de 2014 15:04

"Talvez o que tínhamos no início da temporada não funcione mais", afirmou o chefe da equipe, Toto Wolff

O chefe da Mercedes, Toto Wolff, reconheceu que o GP da Hungria pode ser um marco na maneira como o time vai lidar com a disputa entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg pelo campeonato.

Visando maximizar o resultado da equipe, foi pedido a Hamilton que deixasse o companheiro passar com 20 voltas para o final da corrida em Hungaroring. Porém, temendo chegar atrás do alemão, que ainda teria uma parada pela frente, o inglês não atendeu à ordem. No final das contas, o resultado mostrou que Lewis estava certo: com pneus novos, Rosberg tirou a diferença e chegou apenas meio segundo atrás.

[publicidade]“No início da temporada era fácil dizer quais eram as regras, mas agora está claro que os dois estão lutando pelo campeonato e está ficando mais intenso”, afirmou o austríaco, ouvido pelo TotalRace. “Precisamos conversar para saber como melhorar e, talvez, chegaremos à conclusão de que o que tínhamos antes não funciona mais porque não podemos pedir para um piloto prejudicar sua própria campanha no campeonato para favorecer a equipe. Precisamos discutir isso.”

Wolff, contudo, não quis culpar diretamente a atitude de Hamilton pela segunda derrota do time no campeonato. O tempo que Rosberg perdeu atrás do companheiro poderia ter sido importante para chegar no vencedor Ricciardo no final.

“Acho que foi uma corrida muito difícil, com muitas decisões rápidas a serem tomadas. E precisamos analisar a maneira como vamos lidar com as coisas a partir daqui. A disputa entre os dois está ficando intensa e está claro que um é o grande rival do outro pelo campeonato e, em uma situação dessas – e com Lewis tendo abandonado duas vezes porque o carro não é confiável o suficiente, e ainda por cima tem emoções – precisamos sentar e discutir”, avaliou.

“Foram várias as coisas que deram errado: o Safety Car – os três primeiros carros do grid terminaram em quarto, sétimo e oitavo – e também tivemos problemas com o brake-by-wire. Seria injusto eu apontar apenas um motivo para o que aconteceu. O fato de Lewis não ter deixado Nico passar foi um dos fatores que nos privou de uma vitória, mas não sabemos se Nico teria o ritmo para abrir a vantagem necessária para vencer a corrida. Além disso, quando ele chegou atrás de Lewis, o ritmo dele caiu e ele não estava perto de ultrapassar, então não foi um caso óbvio, em que ele estava em cima.”

O dirigente reconheceu que, com o título no mundial de construtores sendo uma questão de tempo, é normal que os pilotos comecem a focar apenas em bater um ao outro.

“É uma situação difícil e precisamos aprender com isso e ver como a temporada será a partir de agora. Porque se Lewis tivesse deixado Nico passar, ele poderia ter vencido a corrida. Nós precisávamos dividir as estratégias porque não estava claro o que seria melhor e uma poderia ser melhor que a outra. Não quero dar uma de general, nós podíamos ter sido mais duros no rádio, mas não fomos porque era difícil julgar o que era melhor naquele ponto da corrida.”
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Categoria Fórmula 1
Autor Julianne Cerasoli
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