Mercedes se preocupa com falta de ritmo de Bottas

Diretor da equipe fala de problemas enfrentados pelo finlandês no segundo semestre e crê em retorno à velha forma

Depois de vencer duas corridas no primeiro semestre, Valtteri Bottas ainda não se encontrou na segunda metade do mundial de 2017 da Fórmula 1. O piloto da Mercedes vem andando atrás do parceiro Lewis Hamilton e teve ritmo de corrida bastante inferior nas últimas duas provas.

Isso tem sido um problema para o chefe do time, Toto Wolff.

Quando perguntado em Sepang se estava preocupado com a diferença entre os dois pilotos no momento, Wolff disse: "Sim, estou preocupado porque quero que Valtteri ande bem. Todo mundo quer que Valtteri ande bem".

"Valtteri parece se esforçar mais para acertar o carro do que Lewis. Há muitos fatores que desempenham um papel, mas não tenho dúvidas de que com sua inteligência ele vai resolver isso".

"Temos muitas corridas mais para fazermos isso juntos e nos recuperar. Bons pilotos podem sair deste tipo de situação difícil, e não tenho dúvidas de que ele fará isso."

"Alguém inteligente disse: 'Mares calmos não fazem bons marinheiros'. Se ele conseguir melhorar o desempenho atual, ele vai sair muito mais forte."

"Nós vimos performances muito boas dele neste ano e ele não tem ido bem nas últimas corridas. Mas ninguém está duvidando de Valtteri."

Wolff acha que as dificuldades enfrentadas por Bottas no momento são inteiramente decorrentes de dificuldades de acerto do carro, nada a ver com suas habilidades.

"Temos um carro complicado", disse ele. "Ele tem uma janela de operação muito estreita com os pneus. E estar nesta janela é o principal problema de 2017 para nós.

"O estilo de condução desempenha um papel. Lewis conseguiu se adaptar melhor ao problema do que Valtteri. Mas mudar o estilo de condução não é algo que não é fácil para ninguém."

Bottas sugeriu que uma das principais diferenças entre ele e Hamilton é como seus estilos de pilotagem têm impacto na temperatura dos pneus.

"Eu tendo a superaquecer bem facilmente a superfície do pneu, e, então, quando a temperatura do pneu não é boa, você perde muita aderência", disse o finlandês.

"É pura confiança no carro e confiança em suas habilidades e estando 100% confortável. Isso faz uma enorme diferença e, definitivamente, neste fim de semana eu não tive 100% de conforto."

"Nunca é uma coisa boa quando você vai para o carro e não se sente 100% seguro. Eu só preciso recuperar a sensação, voltar a gostar de pilotar e ficar um pouco mais solto."

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