Morte de Maria de Villota choca o paddock da F-1 em Suzuka

Ex-piloto, que sofreu um acidente gravíssimo em julho de 2012, faleceu de "causas naturais" segundo polícia

A morte repentina da espanhola Maria de Villota caiu como uma bomba no paddock da Fórmula 1 em Suzuka, onde a categoria corre neste final de semana. A piloto foi encontrada morta em um hotel em Sevilla, aos 33 anos. Segundo a polícia espanhola, a morte ocorreu por "causas naturais".

A notícia de sua morte surgiu durante a segunda sessão de treinos livres. Antes dos pilotos saírem dos carros, repórteres mostravam-se incrédulos. Alguns choravam. Em príncipio, ficava a dúvida se a morte teria sido suícidio. A maioria dos pilotos, ainda com capacetes em mãos, ficou sabendo através da imprensa e o choque ao ouvir a notícia era claro.

Ouvido pelo TotalRace em Suzuka, o único espanhol do grid, Fernando Alonso, se mostrou chocado com a notícia.

“Não sei muito bem o que dizer. Sinto por ela, por sua família e por toda a família do automobilismo, porque ela era muito querida por todos. Acabei de tirar o capacete e fiquei sabendo, então é difícil saber o que falar.”

O venezuelano Pastor Maldonado também prestou suas condolências à família. “Uma tragédia para toda a família da Fórmula 1 e para o automobilismo em geral. Sentimos muito, estamos com seus familiares e esperamos que se recuperem logo.”

A chefe da Sauber, Monisha Kaltenborn, destacou a forma como a espanhola lidou com seu acidente. "Ele teve uma experiência muito trágica e, ainda assim, tinha a coragem para falar sobre isso."

Por meio de sua página no Facebook, sua família mandou uma mensagem: “Queridos amigos, a Maria nos deixou. Ela tinha de ir para o céu como todos os anjos. Agradecemos a Deus por tê-la nos deixado um ano e meio a mais conosco.”

De Villota sofreu sérias lesões na cabeça e perdeu o olho direito após um acidente em um teste pela Marussia em julho de 2012, na Inglaterra. A piloto bateu em um caminhão estacionado ao lado da pista e passou um mês no hospital, voltando a ter uma vida normal nos meses seguintes.

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