Mudança na lei italiana deve salvar GP da Itália

Mudança na lei italiana permitirá que Automóvel Clube da Itália contribua com pagamento de taxa para Fórmula 1 e garanta novo contrato para Monza

A situação do GP da Itália vem se arrastando há meses, com Bernie Ecclestone e os promotores da prova tentando chegar a um acordo para manter a prova em Monza após o encerramento do contrato atual, no fim de 2016.

Houve reuniões durante o GP de Mônaco e também durante o final de semana da prova italiana, mas os envolvidos não conseguiram chegar a um acordo financeiro que agradasse as duas partes. No entanto, a indecisão parece finalmente chegar ao fim com uma mudança na lei italiana.

Antes, o Automóvel Clube da Itália não tinha permissão para ajudar a pagar os valores do contrato com a Fórmula 1 por limitações na lei do país. Isso deve mudar com a emenda escrita pelo Comitê Orçamentário da Câmara Italiana que modifica o artigo 183, permitindo ao órgão o envolvimento no pagamento da taxa à F1.

Espera-se que a alteração na lei seja aprovada antes do Natal e pavimente o caminho para um novo acordo que mantenha o GP da Itália no calendário da categoria por pelo menos mais sete anos. Angelo Sticchi Damiani, presidente do Automóvel Clube da Itália, acredita que a mudança na lei é uma ajuda fundamental para assegurar Monza na F1.

"O estatuto nos impedia de intervir para salvar Monza. Tínhamos dificuldades de distinguir os recursos vindos do esporte e de outras atividades. Esta mudança foi decisiva e agora o trabalho mais importante foi feito, disse o dirigente ao diário italiano Gazzetta dello Sport.

Reportagem adicional por Franco Nugnes

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