"Não é tarde para salvar Monza", diz chefe do automobilismo italiano

Chefe da federação italiana afirmou que ainda está esperançoso em chegar a acordo para salvar o GP da Itália

Com o atual contrato de Monza expirando no fim do próximo ano, pouco progresso se viu na extensão do acordo que garanta a permanência do GP da Itália no calendário da Fórmula 1. Os atrasos levaram Bernie Ecclestone dizer que não saberia se o evento continuaria. 

Durante o GP da Bélgica, ele chegou a declarar: "Nesse momento ainda não sei sobre Monza, em setembro teremos reuniões lá e aí veremos."

Otimismo em curso

Durante coletiva de imprensa em Milão, nesta terça-feira, com a presença de autoridades do esporte local, Angelo Sticchi Damiani, chefe da Federação Italiana de Automobilismo, a ACI, disse que ainda tinha razões para acreditar no avanço do acordo.

"Monza deve deixar esta situação para trás", disse Sticchi Damiani. "Acho que com um pouco de otimismo, há chances de isso acontecer."

"O importante é que todos nós trabalhemos juntos. Há o interesse de todos os níveis do governo - do nacional, ao da região da Lombardia - e não vamos esquecer as cidades de Milão e Monza."

"Agora, as boas intenções devem ser traduzidas em ações concretas."

A ajuda do governo

A Região da Lombardia ofereceu assistência quanto à reformulação da infraestrutura, mas não pode fornecer qualquer ajuda financeira em termos de taxa de hospedagem da corrida.

No entanto, o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, vai assistir a corrida do fim de semana em Monza e é provável que se junte nas discussões com Ecclestone sobre como salvar o evento.

Ecclestone foi claro há algum tempo que não está querendo um grande negócio em dinheiro:

"Eles não têm que pagar mais do que os outros", explicou Ecclestone. "Só queremos o mesmo."

Entrevista por Franco Nugnes.

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