"Não entendi por que pilotos não atacaram", critica Briatore

Ex-dirigente diz que nova Fórmula 1 é como "pedir a CR7 para dar apenas dez toques na bola por jogo"

O ex-chefe de Benetton e Renault, Flavio Briatore, entrou na lista dos que não pouparam críticas à nova Fórmula 1 após a primeira etapa, disputada no último final de semana, em Melbourne. O italiano reclamou da falta de combatividade dos pilotos e classificou a corrida de “indecifrável”.

Falando à Gazzetta dello Sport, o dirigente comparou a necessidade de poupar combustível trazida pelo regulamento atual a uma regra fictícia no futebol que obrigaria “Cristiano Ronaldo a não tocar mais de 10 vezes por jogo na bola”.

Briatore se disse “profundamente desapontado” com a categoria. “Acontece que não é possível apresentar um show como o que vimos no domingo: isso significa não respeitar o público que está nas arquibancadas e na TV, negando o passado da categoria mais bonita do mundo. Não entendi porque os pilotos não atacam, eu não entendi como era a forma de consumir gasolina, eu não entendi porque alguns deixaram de se defender. Uma prova indecifrável, deprimente”, resumiu.

Mesmo reconhecendo a importância do novo regulamento estar conectado à nova realidade da indústria automobilística, Briatore acredita que a categoria não pode se prender apenas a isso. “Claro, o princípio é correto. Mas você não pode esquecer que a F-1 é também uma competição entre os pilotos. Hoje em dia fazemos nossos antigos heróis do risco atuarem como contadores. Forçar os pilotos a irem mais devagar é uma contradição.”
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