"Não há classe média na Fórmula 1 atual", aponta de la Rosa

Espanhol, que passou da média Sauber para a gigante McLaren e a nanica HRT nos últimos 3 anos, explica competitividade

Pedro de la Rosa pode dizer que já viveu de tudo na F-1. O experiente espanhol, apenas nas últimas três temporadas, passou de piloto titular da mediana Sauber para voltar ao cargo anterior, como piloto de testes da gigante McLaren, posto que abandonou para se aventurar na nanica HRT em 2012. Como poucos, o piloto de 41 anos sabe a diferença que o dinheiro faz na F-1; e acredita que muito da competitividade do atual campeonato tem a ver com isso.

“Há os que podem vencer e todo o resto”, explicou em entrevista ao TotalRace. “Temos sete ou oito equipes que podem ganhar uma corrida, o que prejudica muito as equipes pequenas, porque nossa melhora em relação ao ano passado é maior do que qualquer outra equipe. Mas digamos que no grid da F-1 não existe classe média. O importante é esquecer disso e fazer o que temos feito, melhorando corrida a corrida.”

De la Rosa lembra que as restrições nas regras, nos últimos anos, colaboraram para que chegássemos ao panorama de equilíbrio que temos hoje na F-1.

“Está tudo tão igualado porque o regulamento técnico tem mudado muito nos últimos anos e a tendência é que as equipes maximizem seus carros ao longo do tempo. Além disso, foram proibidas linhas de desenvolvimento aerodinâmico muito caras, como difusor soprado.”

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