Newey é contra cockpits fechados para aumentar a segurança

Discussão voltou à tona após acidente de Villota, mas engenheiro aponta a baixa visibilidade e o alto custo como problemas

Discussão sobre cockpit fechado ganhou força após acidente de Massa, há 3 anos

O projetista da Red Bull, Adrian Newey, não acredita que acidentes como o da espanhola Maria de Villota ou do brasileiro Felipe Massa justifiquem a adoção de cockpits fechados na F-1. Em ambos os carros, os pilotos foram atingidos na cabeça de maneira violenta, que não pôde ser totalmente absorvida pelo capacete.

“Primeiramente, o acidente de Maria foi assustador, mas foi em um teste, sob outras condições, e não foi em uma condição normal de corrida. Temos de levar isso em consideração”, ponderou Newey. A espanhola chocou seu Marussia com um caminhão da equipe durante teste aerodinâmico, em circunstâncias que ainda não foram esclarecidas.

“Em termos de finais de semana de corrida, os cockpits abertos são um risco. Contudo, quando olhamos as alternativas, um cockpit fechado prejudica a visibilidade, como no caso dos protótipos de Le Mans – temos tido uma série de acidentes simplesmente pela falta de visibilidade. Outro problema é se o carro pega fogo, o que gera a necessidade de ter dispositivos para abrir essas coberturas, o que não é trivial e é uma tecnologia muito cara.”

Newey defende que as tecnologias não sejam apenas pensadas para a F-1, mas também para todas as categorias de fórmula, que utilizam cockpits abertos.

“O mais importante para mim é que, se formos introduzir algo, isso deve ser barato e prático o suficiente para as categorias menores, não importa qual seja. Esses carros têm potencialmente o mesmo risco e perigo que um F-1 e as vidas destes pilotos são tão valiosas quanto as de quaisquer outros. Não é um problema fácil.”

Tendo isso em vista, o engenheiro apoia melhorias visando evitar que objetos, principalmente rodas, colidam com os pilotos. “O maior risco em potencial é o de rodas voarem, como aconteceu com Henry Surtees. Por isso, acredito que o correto é seguir tentando reduzir o risco de qualquer coisa voar e bater no piloto.”

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