Newey reconhece que escapamento antigo faz falta à Red Bull

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Newey reconhece que escapamento antigo faz falta à Red Bull
Por: Julianne Cerasoli
1 de fev de 2014 17:38

Com nova regra que restringe uso dos gases, o jeito é focar na asa dianteira e na confiabilidade, admite projetista

Considerado um dos grandes responsáveis pelo sucesso da Red Bull nos últimos anos, o projetista Adrian Newey, reconhece que sente falta dos efeitos aerodinâmicos do escapamento soprado no projeto do carro desta temporada.

Por força das novas regras, os gases do escapamento não poderão mais ser utilizados para fins aerodinâmicos, pois agora os carros têm obrigatoriamente apenas uma saída, localizada no centro, abaixo da asa traseira. Nos últimos anos, a Red Bull conseguiu “desviar” com sucesso esses gases para o assoalho, aumentando a pressão aerodinâmica dos carros.

“Perder o escapamento soprado significa que é mais difícil andar com o carro alto, como já tínhamos percebido no início de 2011, quando ele sofreu uma restrição”, lembrou o projetista. “Para resolver isso, tivemos que abaixar o carro e estudar como levantá-lo de novo. É uma pena que tenhamos perdido esse efeito novamente, mas é o mesmo para todos. Porém, é claro que conseguimos explorar isso mais do que os rivais, então é uma perda maior para nós.”

Newey reconheceu que a mudança nas regras é uma “perda significativa” para os tetracampeões mundiais. “A combinação das mudanças na asa dianteira e no bico e do escapamento causa uma grande perda de pressão aerodinâmica.”

Porém, o inglês terá outras prioridades antes de cuidar das questões aerodinâmicas do carro. Depois de um início turbulento para a pré-temporada da Red Bull, com 21 voltas dadas em quatro dias, o foco é tornar o carro confiável.

“Inicialmente, o mais importante será tornar os carros confiáveis. Toda essa questão do novo trem traseiro e das formas de controlar o consumo de combustível será a área inicial a ser explorada. Depois dessa fase, acho que vai voltar ao normal, com o foco no desenvolvimento aerodinâmico. É difícil dizer agora qual será a área prioritária para esse desenvolvimento, mas as restrições na asa dianteira fazem com que seja bem difícil canalizar o ar ali e isso é muito importante para a performance geral do carro.”

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Categoria Fórmula 1
Autor Julianne Cerasoli
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