Nove meses após acidente, pai de Bianchi desabafa: “é uma tortura”

Piloto francês entrou em coma após se chocar violentamente com um trator durante o GP do Japão do ano passado

O drama da família do piloto francês Jules Bianchi saiu dos holofotes da mídia mas não acabou. Ele continua em coma internado em um hospital em Nice, na França, após sofrer um sério acidente no GP do Japão do ano passado. Jules acabou saindo da pista em um local onde o alemão Adrian Sutil havia batido sua Sauber.

O carro era retirado por um trator, quando Bianchi acabou batendo na parte traseira do veículo.

“É insuportável, é uma tortura diária ", disse Philippe Bianchi." Às vezes sinto que estamos ficando loucos, porque, para mim, é mais terrível do que se ele tivesse morrido.”

"Não conseguimos ajudá-lo mais do que podemos."

Sem progressos significativos

A recuperação de um acidente como o de Bianchi, normalmente, requer melhora significativa dentro dos primeiros seis meses, algo que não aconteceu.

Embora Philippe revele que seu filho tenha conseguido segurar a mão de pessoas em pé ao lado dele, ele não tem certeza se é um comportamento consciente ou apenas um reflexo.

"O tempo passa e agora estou menos otimista do que estava dois ou três meses depois do acidente. Ainda esperávamos uma evolução maior", explicou.

"Em algum momento, você precisa colocar os pés no chão e perceber o quão séria é a situação."

Temendo sequelas

Enquanto estar em coma pode ser um milagre para Bianchi, seu pai crê que isso possa abrir complicações futuras.

"Se ele acordar com sequelas, tenho certeza de que não seria da maneira que gostaria", disse.

"Nós tínhamos falado sobre isso. Ele disse que se fosse para ter um acidente semelhante ao de Michael Schumacher, no qual não conseguisse mais pilotar, seria muito difícil para ele aceitar. Porque sempre foi a vida dele."

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