Para Emerson, pilotos não têm como opinar em casos como do Bahrein

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Para Emerson, pilotos não têm como opinar em casos como do Bahrein
19 de abr de 2012 08:03

Bicampeão da F-1 lembra de episódio dos anos 1970 quando o paddock foi evacuado devido a uma bomba na Argentina

Emerson Fittipaldi

O bicampeão de F-1 Emerson Fittipaldi acredita que os pilotos pouco podem fazer em situações como a recente decisão da FIA em ir ao Bahrein, mesmo com os conflitos entre manifestantes e governo, que ocorrem há mais de um ano no país. O ex-piloto brasileiro afirmou com exclusividade ao TotalRace que a escolha coube exclusivamente aos dirigentes e ao governo local.

“Acho que essa decisão de correr no Bahrein foi tomada por Jean Todt, junto de Bernie Ecclestone, as equipes e o governo do país. Tenho certeza de que foi criado um aparato grande de segurança. Esse tipo de coisa pode existir em qualquer lugar. Mas a decisão de ir ao Bahrein foi muito pensada e algo sobre o que os pilotos podem ter uma opinião, mas as equipes vão estar lá.”

Fittipaldi passou por situação semelhante quando a F-1 foi à Argentina em pleno peronismo. Na ocasião, foi encontrada uma bomba no paddock pouco antes da largada do GP.

“No Grande Prêmio da Argentina de 1975, nós estávamos a uma hora de largar e apareceu um pessoal falando para todo mundo evacuar dos boxes porque tinha uma bomba. E tinha. Era a época do Perón e corremos esse risco lá, se estourasse a bomba morreria muita gente e seria uma tragédia. Tiraram a bomba a uma hora de largar o GP da Argentina.”

Mesmo tendo se recusado a disputar o GP da Espanha de 1975, ainda que estivesse lutando pelas primeiras posições na tabela de classificação, Emerson acredita que a situação atual é diferente.

“No meu caso, foi por segurança da pista. Os gruard rails estavam presos com arame. O circuito de Montjuic era de rua, lindo, tipo o Parque Ibirapuera. Imagina correr de F-1 no Parque Ibirapuera com  guard rail preso com arame. Se o carro sai... infelizmente teve uma tragédia na corrida e morreram quatro ou cinco pessoas, não me lembro ao certo. Mas essa decisão do Bahrein é mais da FIA do que das equipes.” 

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