Para Vettel, recorde de Ascari ainda representa mais que o seu

Alemão chegou a nove vitórias consecutivas, mas salientou que quebras dos anos 1950 valorizam feito de Ascari

Não é por acaso que Sebastian Vettel admite que está um pouco triste por esta temporada estar terminando. Afinal, o alemão vive um momento especial, com nove vitórias seguidas. Ele simplesmente não sabe o que é perder desde julho e vive a ameaça de ter seu reinado terminado pela mudança de regulamento na próxima temporada.

Com a conquista deste GP do Brasil, Vettel igualou o recorde extra-oficial de Alberto Ascari, descontando sua não participação nas 500 Milhas de Indianápolis, além de igualar-se, também, a Michael Schumacher ao vencer 13 provas na mesma temporada.

Mas o alemão foi só humildade ao se comparar ao italiano, que conseguiu também nove vitórias em nove participações seguidas, mas entre as temporadas de 1952 e 1953.

“É difícil perceber a grandeza do que eu fiz no final da temporada, mas nos anos 50 as corridas eram muito mais longas, no sentido de que havia muitas quebras, enquanto hoje convivemos com um nível incrível de confiabilidade. Por isso acredito que o recorde dele ainda representa muito. Para mim, no momento, o que fiz são apenas números, mas talvez curta mais quando tiver sem cabelo.”

Para conquistar o GP do Brasil, Vettel teve de recuperar a posição perdida para Nico Rosberg na largada. “Tive dificuldade na primeira fase da largada e ainda bem que a distância até a primeira curva é grande, pois isso me ajudou a recuperar o terreno hoje.”

Mas o momento mais dramático para a prova do alemão foi em seu segundo pit stop, quando a equipe o chamou com pouco tempo para se preparar temendo um Safety Car com a batida de Valtteri Bottas e Lewis Hamilton. Como o time estava pronto para Webber

“Entrei nos boxes esperando que todos estariam prontos, mas parece que eles não tinham o dianteiro direito. Parece que é sempre o mesmo pneu que falta aqui. No final, nós dois acabamos perdendo tempo em relação a Fernando, mas já tínhamos construído uma boa vantagem, o que também ajudou com o tráfego e a chuva no final. Por outro lado, se chovesse um pouco mais seria complicado”, contou o alemão, relembrando outro pit stop atrapalhado em pleno GP Brasil, na decisão do título do ano passado.

“Chamaram-me na saída da curva 12. A equipe estava no limite, foi um pouco corrido, acho que temiam por algum Safety Car. Eu sou bom em controlar a minha corrida, mas não tem como eu saber o que está acontecendo quatro curvas na minha frente, então confio no julgamento deles.”

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