Patrese critica política da Ferrari com pilotos italianos

Ex-piloto defende que equipe se livre de Massa para dar chance a novato e diz que compatriotas só precisam de uma chance

O ex-piloto Riccardo Patrese

O ex-piloto italiano Riccardo Patrese já sentiu na pele a dificuldade de ser um piloto italiano na F-1. Ao quebrar quando liderava o GP da Itália, em 1983, viu a torcida vibrando por seu abandono. Afinal, uma Ferrari ganharia uma posição.

Mas como explicar um país com tanta tradição o automobilismo ficar sem um piloto sequer no grid neste ano? Para Patrese, caberia à própria Ferrari dar uma chance aos pilotos da casa.

“Não sei por que isso aconteceu. Jarno Trulli teve sua época, mas como ele já estava disputando posições intermediárias fazia tempo, talvez fosse melhor ficar em casa ao invés de continuar assim. Espero que tenhamos novos talentos na F-1 no futuro. Sabemos da importância da Ferrari. Lembro em Imola, em 1983, quando a torcida vibrou quando eu bati porque uma Ferrari, e não um piloto italiano, venceria.”

Patrese defende que, uma vez que o brasileiro Felipe Massa não atravessa um bom momento, seria mais vantajoso ter um italiano na equipe, ainda que novato.

“Os três melhores pilotos são Alonso, Vettel e Hamilton no momento, mas talvez a Ferrari, se eles quisessem, poderia ter um italiano como segundo piloto, particularmente porque Massa não foi muito bem nas últimas temporadas. Eles poderiam assumir um pequeno risco ao contratar um piloto italiano, mas isso não acontece desde Michele Alboreto.”

O ex-piloto acredita que há talento no automobilismo italiano, ainda que faltem oportunidades.

“Os pilotos italianos não são ajudados por uma equipe. A Ferrari tem sua academia em que o campeão da F-3 Italiana tem uma chance mas nada acontece depois disso. Acho que existem bons pilotos italianos chegando mas é necessário que eles tenham a oportunidade de mostrar sua habilidade.”

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