Pérez: “Sou tão bom quanto qualquer um aqui"

Sergio Pérez diz que está satisfeito com as poucas oportunidades que teve na F1, mas quer “muito mais”

Sergio Pérez começou neste ano sua oitava temporada na Fórmula 1, que está se mostrando difícil devido aos problemas da Force India.

No entanto, o mexicano vem de dois anos muito bons na F1 sendo "o melhor do resto", terminando em sétimo no campeonato.

Quando perguntado recentemente se ele estava começando a aceitar que nunca poderia chegar a uma equipe de última geração, "Checo" indicou que está longe de resignar-se.

"Não, eu ainda tenho o objetivo de que algum dia vou ter a chance de lutar para os melhores resultados possíveis", disse o piloto que em 2013 teve uma passagem frustrante pela McLaren.

"Eu acho que sou tão bom quanto qualquer um aqui, só que na Fórmula 1 tem muito a ver o potencial do seu computador ou seu carro. Então, espero em breve ter a oportunidade de mostrar toda a minha capacidade".

O mercado de pilotos para 2019 se mostra aberto, com assentos disponíveis atualmente em grandes equipes como Mercedes, Ferrari e Red Bull, mas o nome de Sergio Pérez não parece soar com a mesma força de outros anos, algo que o piloto de Guadalajara não consegue explicar.

"Eu não tenho uma razão para isso. Acho que tenho feito um ótimo trabalho nas últimas temporadas, então, nesse sentido, não há muito que eu possa fazer, mas é difícil".

"Terminei em sétimo no campeonato nos últimos dois anos e é difícil que as pessoas vejam, mas tenho certeza de que ao rever o meu desempenho, não foi uma coincidência. Ganhamos muito bons pilotos, como (Nico) Hulkenberg no tempo em que estivemos juntos, então eu acho que posso ser tão bom quanto qualquer um lá fora".

Sobre a questão de se esta situação gera frustração, Pérez respondeu: "Claro, porque sabe que é tão bom quanto qualquer um, que você pode fazer um trabalho sólido e que você simplesmente não teve a oportunidade".

"Por outro lado, a F1 é muito difícil e posso dizer que estou feliz com as poucas oportunidades que tive na minha carreira, mas quero muito mais, quero um carro onde possa mostrar o meu talento".

"Checo", assegurou que no momento não se importa em mudar para outra categoria e perguntado se prefere ser sétimo na F1 ou campeão na IndyCar, o mexicano destacou o esforço que é necessário para preencher essas posições na categoria máxima do automobilismo.

"É uma questão difícil", disse. "Para terminar em sétimo ou oitavo na F1 você está trabalhando em um nível muito alto, você está rendendo em um nível muito alto, trabalhando com os melhores engenheiros do mundo, com a melhor tecnologia para estar nesse nível, embora sétimo soa como nada, pode ser tão bom quanto um campeonato mundial em termos de trabalho e a velocidade que você tem".

"O que realmente importa é que se você vir aqui e tiver um carro que só é capaz de terminar em 14º, mas conseguem ser 12º, este é um grande mérito. Talvez as pessoas não percebam isso, mas dentro e em volta das equipes há coisas boas", concluiu.

Informações adicionais por Edd Straw

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