Piloto de testes da Lotus defende criação de “F-1 para mulheres”

Carmen Jordá crê que mulheres não tenham chances contra homens, citando como exemplo esportes olímpicos

Com mulheres ganhando espaço no automobilismo como pilotos de testes de algumas escuderias e cada vez mais presentes no mundo das corridas mas nunca na F-1, a espanhola Carmen Jordá disse que acredita que a disputa em uma categoria de homens seja desleal para o sexo feminino. Para ela a Fórmula 1 deveria ser como outros esportes, dividida por gêneros, assim como na Olimpíada.

[publicidade]"Não é justo que as mulheres tenham de competir no mesmo campeonato que os homens, porque nós nunca vamos nos tornar campeãs do mundo, e eu acho que as mulheres merecem essa chance", diz a espanhola de 26 anos.

"Em todos os esportes que você puder pensar, tênis, esqui ou o que quiser, temos campeonatos de mulheres e homens. Então, eles deveriam pensar sobre isso. Eu acho que isso pode ter um futuro real. Eu realmente gostaria de ver um campeonato feminino de Fórmula 1."

O chefe da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, concorda com a visão de Jordá. Ele disse à imprensa durante o GP da Malásia que um campeonato separado para mulheres poderia ser popular.

"Nós temos que começar de algum lugar. Sugeri para as equipes para que possamos ter um campeonato separado e talvez, dessa forma, sermos capazes de trazer alguém até para a Fórmula 1", disse ele.

"Elas poderiam correr antes do evento principal, ou talvez no sábado após a classificação, de modo que eles tenham o seu próprio interesse.”

"É apenas um pensamento no momento, mas eu acho que seria bom para a F-1 e todos os finais de semana de Grandes Prêmios."
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