Pilotos deveriam ser como Hamilton, diz chefe do GP dos EUA

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 Pilotos deveriam ser como Hamilton, diz chefe do GP dos EUA
21 de out de 2015 13:07

Inglês foi citado como exemplo de conduta fora das pistas

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Lewis Hamilton, Mercedes AMG F1 Team

De acordo com o promotor do GP dos EUA, Bobby Epstein, todos os pilotos deveriam ser como Lewis Hamilton fora das pistas. Para o dirigente, a sempre lotada agenda social do inglês e seu exibicionismo nas redes sociais são bons para o show, pois torna os pilotos mais humanos aos olhos do público.

"A Fórmula 1 tem grandes personalidades e nós não deveríamos censurá-las. Elas são as pessoas que vendem ingressos. Lewis percebeu isso e deixou a tradicional zona de conforto que algumas pessoas estão na F1. Eu acho que isso é ótimo. Precisamos mais disso. Ele é uma personalidade. Os carros não têm a mesma personalidade", disse Epstein, ao jornal The Guardian.

Algumas personalidades do esporte, no entanto, registraram opinião contrária. Para o ex-piloto Damon Hill, o estilo extravagante de Hamilton fora das pistas pode prejudicar a sua pilotagem. Ele citou como exemplo o GP da Espanha, onde de acordo com o ex-campeão, o compatriota "perdeu o foco".

"Jet lag é algo muito debilitante e você não consegue estar na sua melhor forma. A impressão que dá é que Lewis quer aproveitar a sua vida. Mas a sua primeira tarefa é vencer corridas, é disso que vem tudo. Trata-se de quando você quer se dedicar à tarefa e aproveitar depois", disse Hill, sugerindo que Hamilton planejou mal os seus voos para o GP da Espanha, e por isso ficou em segundo lugar.

Para Epstein, porém, Hamilton personifica tudo o que é necessário para a F1 aumentar a sua popularidade. Para ele, o piloto inglês atua hoje em dia como uma espécie de embaixador da categoria por onde passa.

"Se você deixar a F1 muito complicada, ela se torna intimidante para alguns. Ninguém quer ser o idiota da sala. As pessoas querem ver competição, não tecnologia. Competição sempre vence a tecnologia. Deveríamos usar a tecnologia para nos comunicar com as pessoas", disse Epstein.

A organização do GP dos EUA teme que o público caia ainda mais no GP deste ano. A corrida em Austin tradicionalmente atrai um grande número de fãs mexicanos. No entanto, o país latino agora tem a sua própria prova, apenas uma semana depois. O número de torcedores cai ano após ano desde 2012.

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