Pirelli espera mais degradação do supermacio no Canadá

Paul Hembery explica que Montreal tende a desgastar mais a borracha do que Mônaco, onde pilotos fizeram só uma parada

O GP do Canadá terá os mesmos compostos utilizados na última corrida, em Mônaco. Será a segunda prova em que os pilotos utilizarão os supermacios, enquanto os macios só não estiveram disponíveis no GP da Malásia, segunda etapa do ano.

Porém, é esperado um desgaste mais acentuado da borracha na próxima corrida, pois o asfalto do circuito Gilles Villeneuve é mais abrasivo que o das ruas de Monte Carlo e há mais trechos de alta velocidade e freadas fortes, que causam mais estresse nos pneus. Além disso, com a baixa aderência do circuito de rua, os carros tendem a deslizar, o que também contribui para um maior desgaste. Em Mônaco, a grande maioria dos pilotos completou as 78 voltas da prova com apenas uma parada nos boxes.

“Os pneus macio e supermacio devem mostrar mais suas características naturais do que em Mônaco, onde os pilotos ficam restritos pela baixa velocidade do circuito e não colocam muita energia no pneu. Por isso, eles conseguiram dar muitas voltas no supermacio, o que não será o caso no Canadá”, explicou o diretor esportivo da Pirelli, Paul Hembery.

O inglês lembrou que as equipes não têm muita quilometragem em Montreal com o composto mais macio em situação de corrida, devido à chuva na prova do ano passado.

“Os treinos livres serão vitais para as equipes entenderem como eles funcionam particularmente com bastante combustível. Acho que veremos muitas estratégias diferentes, pois as equipes vão querer cobrir todas as possibilidades.”

Escreva um comentário
Mostrar comentários
Sobre este artigo
Categorias Fórmula 1
Evento GP de Monaco
Tipo de artigo Últimas notícias