Pirelli não participará de “leilão” para permanecer na F1

Fabricante, que possui contrato com a categoria até o fim de 2019, afirmou que não permanecerá caso tenha de aumentar seus custos

A Pirelli está determinada a estender seu acordo com a F1 além do ano que vem, mas não será forçada entrar em uma espécie de leilão.

A fabricante italiana é a fornecedora única da F1 desde que assumiu o papel que era desempenhado pela Bridgestone até o fim de 2010.

Entende-se que o vice-presidente e diretor executivo da Pirelli, Marco Tronchetti Povera, disse aos acionistas na última terça-feira que a participação da marca na F1 além de 2019, último ano do atual acordo, não era garantida. 

Em conferência telefônica, Tronchetti Povera disse que a participação da Pirelli na F1 funcionou bem, mas que está procurando por condições comerciais similares às atuais.

Ele explicou que não era essencial para a Pirelli permanecer na F1, considerando sua grande participação no cenário automobilístico internacional.

Além de ser a fornecedora única do Mundial de Superbikes, a Pirelli alega dar suporte a 460 eventos de carros e motores em todos os anos.

“Como sempre dissemos, a F1 é compatível conosco e estamos felizes e honrados em permanecer lá”, disse um porta-voz da marca ao Motorsport.com.

“Mas, se isso resultar em um leilão, não ficaríamos a qualquer custo.”

A era Pirelli na F1 é definida por pneus de alto desgaste, que foram pedidos pelos chefes das equipes a fim de apimentar as corridas. 

A fabricante italiana introduziu múltiplos compostos, com sete tipos de pneus diferentes para pista seca nesta temporada, com a introdução dos hipermacios e superduros.

Reportagem adicional de Franco Nugnes e Edd Straw

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