Pirelli: sem queda abrupta de desempenho em pneus de 2016

Depois de primeiras sessões de testes da pré-temporada da Fórmula 1 em Barcelona, fabricante italiana diz que perda de desempenho de compostos tem sido gradual

Para a Pirelli, os pneus da temporada 2016 da Fórmula 1 são mais previsíveis e não apresentam queda abrupta de desempenho conforme vão se desgastando. A fabricante italiana diz ter comprovado isso após a primeira bateria de testes de pré-temporada em Barcelona, encerrada nesta quinta-feira (25).

Para este ano, a fabricante modificou a construção dos pneus ao adicionar um composto mais duro - mais lento, portanto - por baixo da banda de rodagem principal para quando a borracha se desgastar. A esperança é que isso desencoraje os pilotos a estender os stints e colocar um pouco mais de imprevisibilidade - como quando a Pirelli voltou para a categoria, em 2011.

Embora tenham existido conversas na temporada passada sobre o desejo da Pirelli de reintroduzir compostos com queda abrupta de desempenho, o gerente de competições da marca italiana, Mario Isola destaca que, na verdade, a situação será diferente e favorável para os pilotos.

"Há uma perda de desempenho gradual, não abrupta. É melhor não ter este tipo de situação com os pneus. Ainda vamos analisar tudo nas próximas semanas, mas os primeiros sinais dos novos pneus são bons", disse Isola.

O dirigente, entretanto, ressaltou que ainda não possui dados exatos sobre o quanto os pilotos perdem em performance quando o pneu chega ao novo ponto de desgaste.

"Ainda precisamos ver com mais detalhes esse aspecto. Nos testes, os carros carregam quantidades de combustível diferentes, ajustes diferentes, então precisamos ser cautelosos antes de cravar qualquer coisa. Mas se você olhar para as entradas na pista, você não verá um queda abrupta, mas uma curva de desempenho mais gradual", afirmou.

Testes com o composto ultramacio

Além de aplicar um novo conceito na construção dos pneus de 2016, a Pirelli apresentou o composto ultramacio, que será disponibilizado apenas em três provas - os GPs do Canadá, de Mônaco e Cingapura. Nos testes desta semana, as equipes puderam experimentar a borracha nova e, de acordo com Isola, o retorno dos pilotos foi positivo, apesar do circuito da Catalunha possuir um asfalto abrasivo.

"Parece ter funcionado aqui, recebemos um bom feeedback. Não me parece a melhor pista para testarmos os ultramacios, mas tivemos ao menos algumas indicações. Não nos esqueçamos de que, na próxima semana, as equipes já terão que fazer as escolhas de compostos para o GP do Canadá - quando os ultramacios estarão disponíveis pela primeira vez", disse.

Diferença de 0s8

Isola revelou ainda que a diferença de performance entre os ultramacios e os supermacios em Barcelona foi de cerca de 0s8, números semelhantes aos estimados pela fabricante italiana.

"Se você olhar para os resultados da Ferrari, a diferença ficou em cerca de 0s8 por volta - algo que talvez seja um pouco exagerado. Nos primeiros testes em Abu Dhabi, a diferença foi um pouco menor - entre 0s5 e 0s8. É mais ou menos o que tínhamos em mente."

"Com três compostos disponíveis por corrida neste ano, o ideal será ver a diferença entre eles ficar na casa dos 0s5 a 1s. Esperamos alcançar este objetivo", completou.

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