Por equilíbrio, McLaren quer “restrições” nas regras de 2021

O diretor esportivo da McLaren, Eric Boullier, acredita que o regulamento técnico da F1 pós-2020 precisará incluir restrições para assegurar que haja equilíbrio.

A diferença de 1s732 que separou a equipe mais rápida da mais lenta na primeira parte da classificação na Austrália foi, de longe, a menor em Melbourne desde o início da era turbo híbrida, em 2014. No entanto, Daniel Ricciardo, da Red Bull, o quarto colocado na parte final, ficou mais de 1s à frente de Kevin Magnussen, no quinto. 

Além disso, o pelotão da frente se mostrou mais espalhado, com a Mercedes garantindo a pole com quase 0s7 de vantagem. 

Ao refletir se a pole de Lewis Hamilton jogou um balde de água fria nas expectativas de um pelotão mais compacto, Boullier disse: “É o que é. As regras foram feitas há alguns anos e é ali que estamos”, disse. 

“Enquanto todos nós não conseguirmos alcançar um nível equilibrado de performance, as coisas permanecerão iguais.” 

“A Mercedes projetou motor e carro muito competitivos desde o começo [da era híbrida], e parece muito difícil alcançá-los.”

“Acho que precisamos ter do Liberty [dono da F1] e da FIA um novo pacote de regras para 2021, e espero que haja restrições o bastante para reduzir essa diferença e termos um nível mais equilibrado.”

O Liberty, que assumiu o controle da F1 no ano passado, deverá apresentar às equipes e às fabricantes de motor as suas ideias para o novo ciclo de regras da F1, que entrarão em vigor em 2021, no começo do GP do Bahrein. 

A redução da diferença entre as equipes está nas metas dos proprietários da F1 para o futuro, sendo que teto de gastos e peças padronizadas são tidas como algumas potenciais medidas para alcançar este efeito.

Boullier continuou: “Todos queremos ter um ótimo espetáculo. Queremos ver carros lutando na pista e batendo rodas. É isso que o fãs querem ver.” 

“Para isso, precisamos ter um nível de competitividade que seja muito mais parelho entre o primeiro e o último.”

As suas esperanças ganharam o apoio do chefe da Haas, Gunther Steiner, que lamentou o fato de que o pelotão intermediário tenha de lutar no momento “por migalhas”. 

“As regras e o futuro deveriam deixar tudo o mais equilibrado possível”, disse Steiner.

“Há uma grande diferença no momento e, portanto, você tem isso: as três principais equipes lutando pelo título e nós lutando por migalhas.”

“Eles fazem um bom trabalho para conseguir o dinheiro, gastá-lo e investi-lo – nós não conseguimos. É parte da competição, mas é bom para o esporte? Não acho.”

Reportagem adicional de Adam Cooper e Valentin Khorounzhiy

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