Por falta de recursos, promotor diz que renovação do GP da Itália “está longe”

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Por falta de recursos, promotor diz que renovação do GP da Itália “está longe”
31 de jan de 2019 19:08

Com acordo vigente encerrando neste ano, dirigente italiano se preocupa com futuro de corrida tradicional

Presidente do Automobile Club d'Italia, Angelo Sticchi Damiani – promotor do GP da Itália – falou que a renovação do contrato de Monza com a Fórmula 1 ainda está "longe", já que o custo permanece no centro das discussões entre a pista e o campeonato mundial.

O atual contrato do GP Italiano com o Formula One Group, que foi garantido por Bernie Ecclestone, expira após a corrida deste ano.

Enquanto as negociações estão em andamento, Monza parece relutante em se comprometer com um novo acordo sem diminuir sua pesada taxa de franquia.

"A renovação está longe, mas estamos confiantes de que uma solução pode ser encontrada no interesse de todos", disse Sticchi Damiani ao jornal italiano Corriere della Sera.

"Monza está ansiosa para sediar a F1, então para a F1 é importante ter Monza.”

"Para a edição de 2019, vamos pagar 24 milhões de dólares, um preço muito alto.”

"Queremos continuar, mas apenas com uma estrutura economicamente sustentável, não podemos colocar em risco o orçamento da ACI."

De acordo com o Corriere della Sera, a Liberty Media está buscando um acordo de cinco anos de 122,5 milhões de euros, que seria cumprido de 2020 a 2024. A quantia ultrapassa os meios da ACI.

Apesar do crescimento da bilheteria na corrida do ano passado, o evento não conseguiu obter lucro. O presidente da ACI vê a chegada de novas corridas no calendário da F1 – como o Vietnã -, onde os promotores estão prontos para assinar um cheque em branco, apenas aumentando as dificuldades de locais como Monza.

Sticchi Damiani acrescentou que o GP da Itália também depende de subsídios da região da Lombardia, sem os quais "não conseguiríamos fazer a corrida sozinhos".

Monza também é faz parte da Associação de Promotores de Fórmula 1 que no início desta semana apresentou uma série de queixas dirigidas à Liberty Media.

O CEO da Fórmula 1, Chase Carey, insistiu no passado que qualquer expansão do calendário da F1 não iria prejudicar as raízes históricas do esporte.

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