Análise: Por que a Haas surpreendeu Hamilton?

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Análise: Por que a Haas surpreendeu Hamilton?
Por: Scott Mitchell
17 de mar de 2018 12:01

Após atual campeão dizer que a Haas foi uma grande surpresa até o momento, examinamos mais de perto o desempenho da pré-temporada do time norte-americano

Kevin Magnussen, Haas F1 Team VF-18
Kevin Magnussen, Haas F1 Team VF-18
Kevin Magnussen, Haas F1 Team VF-18
Kevin Magnussen, Haas F1 Team VF-18
Romain Grosjean, Haas F1 Team VF-18
Romain Grosjean, Haas F1 Team VF-18
Romain Grosjean, Haas F1 Team VF-18
Romain Grosjean, Haas F1 Team VF-18

O piloto da Haas, Kevin Magnussen, foi o sexto mais rápido nos testes de pré-temporada, apesar de apenas usar pneus supermacios, já que aqueles que estiveram à frente dele estabeleceram tempos mais rápidos com o composto hipermacio, que está dois passos à frente.

Os 1min18s360 de Magnussen, estabelecidos no penúltimo dia de testes, foram menos de 1.2s mais lentos do que o Sebastian Vettel, da Ferrari.

Os estudos estimados da Pirelli não podem influenciar pontos como quantidade de combustível e programas de equipes tão precisamente quanto o fornecedor do pneus gostaria. A Haas teria sido 1.3s mais rápida e ultrapassado a Ferrari se estivesse com o hipermacio.

O tempo de Magnussen veio na segunda, de três voltas rápidas, cada uma delas separadas por uma mais lenta para preparar os pneus, durante uma sessão de nove voltas.

Isso se compara aos 1min17s182 de Vettel, na segunda de duas voltas rápidas em uma sessão de seis voltas, apenas 15 minutos após o melhor de Magnussen. Assim, a carga de combustível não interferiu necessariamente no desempenho da Haas e as condições de pista não foram um fator determinante.

Isso reforça porque Hamilton descreveu Haas como "muito, muito rápida", embora sua afirmação de que "eu acho que você vai ver Haas lá em cima neste ano" exija uma análise.

O que "lá em cima" significa exatamente, apenas Hamilton sabe, mas a análise do Motorsport.com sobre as simulações de corrida de cada equipe, coloca a Haas no meio do pelotão, 1.3s por volta mais lenta do que os pilotos da Mercedes.

Isso significa que uma repetição do excelente sexto lugar de Romain Grosjean na classificação na Austrália no ano passado é possível e pode se repetir na corrida.

A Haas se colocou em uma posição forte, considerando a recuperação de gigantes, como McLaren, Renault e a Force India.

As atualizações são esperadas para algumas equipes em Melbourne, enquanto o chefe da equipe, Gunther Steiner, disse que "nada de grande" virá para a Haas, então a imagem do meio de grid pode mudar.

Grosjean é inflexível. A Haas se beneficiou da mudança precoce de foco para o carro de 2018, tendo muito mais controle agora.

Ele tinha uma confiança que faltou no ano passado e insistiu que os problemas de freio foram resolvidos, graças a uma mudança permanente para a Carbone Industrie.

O companheiro de equipe, Magnussen, disse que o ponto de interrogação para Haas não está em construir um bom carro, mas sim na maneira de executá-lo e a indicação dos testes é que a Haas sabe como fazer esse pacote funcionar.

Agora vem a tarefa mais difícil: colocar tudo junto quando for para valer.

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Sobre esta matéria

Categoria Fórmula 1
Pilotos Lewis Hamilton Shop Now , Romain Grosjean , Kevin Magnussen
Equipes Haas F1 Team
Autor Scott Mitchell
Tipo de matéria Análise