Prova de 2018 recria debate sobre mudanças em Albert Park

O chefe da Red Bull, Christian Horner, acredita que o traçado da pista de Albert Park deveria ser revisto para ajudar a criar mais oportunidades para ultrapassagem.

O GP da Austrália do último domingo produziu apenas algumas ultrapassagens de fato, sendo que a mais espetacular delas foi feita por Daniel Ricciardo, da Red Bull, sobre Nico Hulkenberg.

Por outro lado, o parceiro de Ricciardo, Max Verstappen, passou a corrida preso atrás de Kevin Magnussen em um primeiro momento e, depois, não conseguiu se desvencilhar de Fernando Alonso.

A tarde frustrante do holandês fez com que seu chefe ponderasse se o circuito de Albert Park precisasse ser ajustado.

“Deveríamos olhar para ver se haveria uma solução simples, como criar uma maior zona de frenagens, talvez apertando mais a Curva 1 ou algo assim, para que tenhamos uma zona de frenagem real, já que as áreas de frenagem são muito curtas”, disse o dirigente. “Especialmente com a velocidade que os carros podem produzir agora.”

Verstappen acrescentou que, até mesmo com uma grande vantagem de velocidade, a ultrapassagem era quase impossível, já que havia a combinação das regras de alta pressão aerodinâmica com o traçado de Albert Park.”

“Você tenta, mas não faz muita diferença. Mesmo se você for 1s5 mais rápido, ainda assim não é possível ultrapassar.”

FIA e AGPC respondem

A Australian Grand Prix Corporation (AGPC) está familiarizada com o plano de mudar o traçado de Albert Park, tendo investigado, no ano passado, a possibilidade de substituir as curvas 11 e 12 por uma única curva apertada à esquerda.

Por mais que o plano tenha sido deixado de lado, o diretor de provas da F1, Charlie Whiting, indicou que a ideia poderá ser analisada novamente.

“Discutimos algumas mudanças à pista com a AGPC”, disse. “Há o projeto que pode acontecer, mas não estou certo como eles estão com isso. Era uma ideia que dei há alguns anos.”

“Deveria ser relativamente fácil, mas não vamos nos esquecer que esse é um parque com ruas públicas, então não é tão fácil como uma pista de corridas.”

O chefe da AGPC, Andrew Westacott, afirmou que não houve conversas formais a respeito, mas que sua organização estava aberta a discutir mudanças com a direção da F1 e a FIA.

“Minha visão nisso é que não tive nenhuma conversa com Christian, ou com a FIA, ou com a F1 sobre isso. Mas diria que a investigação não resultou em nada conclusivo que aumentaria as ultrapassagens no circuito”, disse ao Motorsport.com.

“Pode haver alguns potenciais ganhos, mas pode haver alguns impactos negativos associados à dirigibilidade.”

“Se há algumas outras ideias que outras pessoas tiveram, pessoas espertas em corridas como Ross Brawn e Charlie Whiting, então falaremos sobre isso e veremos se vale a pena rever a ideia ainda mais.”

Uma mudança mais provável seria trocar a superfície de toda a pista, algo que a AGPC consideraria como um projeto de curto a médio prazo.

“Isso ainda está nos planos. Tivemos algumas conversas sobre o asfalto e sua aplicação. Estamos em posição de fazer isso e quando for pedido”, disse Westacott.

“Outra coisa a considerar é que, ao contrário do que acontece com outros circuitos, temos um lago do outro lado da pista e temos prédios e parques, incluindo instalações esportivas que estão aqui há 60 anos. Então, acho que qualquer mudança será sutil.”

“Não estamos contemplando uma mudança no momento, mas estamos felizes em discutir isso com os especialistas para ver como podemos melhorar o espetáculo se assim for pedido.”

Reportagem adicional de Adam Cooper, Scott Mitchell e Erwin Jaeggi

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