Quatro coisas que estarão em jogo no GP da Itália de F1

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Quatro coisas que estarão em jogo no GP da Itália de F1
30 de ago de 2018 18:53

Duelo entre Mercedes e Ferrari, novidade no motor da Renault e situação dos ameaçados são destaques do fim de semana em Monza

O GP da Itália de F1 tem significado especial não só por representar uma prova de grande tradição na casa da Ferrari, mas também por sempre ser um ponto crucial na luta pelo título.

Em 2018, não será diferente. Sebastian Vettel correrá diante dos tifosi  na expectativa de encostar ainda mais na luta pelo título contra Lewis Hamilton. No entanto, a situação atual chama a atenção, já que a briga está aberta entre Mercedes e Ferrari e os desdobramentos de Monza indicarão algumas tendências que a categoria verá daqui para frente.

E a importância da prova vai além disso, já que vários outros integrantes do grid terão uma ocasião decisiva na última prova europeia do calendário.

Assim, confira quatro pontos que estarão em jogo no GP da Itália.

A Ferrari conseguirá manter o embalo?

 

Photo by: Steven Tee / LAT Images

As provas imediatamente antes das férias da F1 deixaram um gosto amargo na Ferrari, já que Hamilton emendou duas vitórias seguidas e ampliou sua vantagem para Vettel.

Porém, no retorno da F1 às provas, o alemão deu o troco com autoridade para vencer na Bélgica. Como o próprio Hamilton analisou, o pêndulo da temporada balança de um lado para outro, e, no momento, parece que as coisas estão mais favoráveis à Ferrari.

E a ocasião ganha um peso adicional, já que é uma ocasião de gala para a equipe italiana. Uma nova vitória contundente seria importante não só pelos pontos, mas também pelo impulso moral que o triunfo caseiro traria. Em contrapartida, uma derrota também teria um gosto ainda pior.

Portanto, a grande pergunta é: a Ferrari manterá a situação a seu favor? Ou a Mercedes dará a volta por cima e reagirá à altura?

Disputa definitiva entre Ferrari e Mercedes

 

Photo by: Steve Etherington / LAT Images

O duelo pelo título vai além do momento psicológico e envolve o desenvolvimento técnico de cada equipe. Por isso, o resultado de Spa-Francorchamps, na semana passada, foi um duro golpe à Mercedes.

Naquela ocasião, as duas principais equipes do grid estrearam suas mais recentes atualizações de motor, que deverão ser as últimas de 2018. A vitória contundente da Ferrari indica que os italianos deram um passo maior, o que será difícil de ser revertido, já que a Mercedes terá menos recursos para responder à altura.

Contudo, a Mercedes ainda está cautelosa para cravar um veredito definitivo. Segundo ela, a pista da Bélgica expunha suas dificuldades, já que alega que seu carro possui problemas de tração, além de ter de chegar a um meio termo para priorizar os trechos mais sinuosos de Spa.

Em Monza, não será o caso. Trata-se de uma pista puramente de potência, com os carros configurados ao máximo para desempenhar velocidade de reta. Assim, a Mercedes torce para que ela consiga responder a Ferrari nessas situações diferentes. Por isso, uma vitória dos prateados em Monza teria um grande significado nessa queda de braço de desenvolvimento.

A Renault acertou a mão em sua especificação C?

 

Photo by: Manuel Goria / Sutton Images

Correndo por fora na disputa, a Renault também terá uma ocasião a se observar com atenção. A fabricante francesa colocará na pista seu motor de especificação C, que garante que renderá cerca de 0s3 por volta em uma pista como Monza. É um ganho que, se confirmado, será significativo.

Mas nem tudo são flores. A fabricante ainda teme que a versão não entregue o nível de confiabilidade necessário – por isso, apenas a Red Bull terá a opção de utilizar a nova peça. Afinal, o time austríaco não tem nada a perder, já que vive campanha de solidão em 2018 – está longe de Mercedes e Ferrari, mas confortável à frente dos demais concorrentes. É, portanto, o momento para arriscar.

Isso significa que Daniel Ricciardo sofrerá uma punição por extrapolar o número de peças permitido de unidade de potência por temporada. Max Verstappen também tem a opção, mas seu uso da especificação C ainda não foi confirmado.

Mesmo que a equipe Renault e a McLaren ainda utilizem o motor da especificação antiga, a presença da Red Bull com a nova peça representará uma ocasião valiosa para a fabricante, já que mostrará quais são os ganhos práticos de performance e as possíveis vulnerabilidades de resistência.

Os ameaçados vão dar a volta por cima?

 

Photo by: Andrew Hone / LAT Images

A F1 vive momento de turbilhão no mercado de pilotos, sendo que muitos deles precisam apresentar bons resultados para começar a resolver suas vidas. Por isso, Monza representa mais uma ocasião importante para que aqueles que sofrem dificuldades deem a volta por cima.

Um deles é Stoffel Vandoorne. O belga faz temporada complicada, perdendo em todas as classificações para Fernando Alonso e distante na tabela de pontos. Para garantir uma vaga para 2019 (seja na McLaren ou não), o piloto precisa ter, enfim, um GP forte para se recuperar do fiasco em sua corrida local.

Já Marcus Ericsson, que não está garantido na Sauber, quer tentar mostrar seu valor para garantir seu emprego. O sueco, que havia sido amplamente ofuscado por Charles Leclerc na primeira metade da temporada, quer dar continuidade ao seu crescimento, já que pontuou em três das últimas cinco corridas do Mundial – mais até do que o próprio Leclerc obteve no mesmo período.

Por fim, Brendon Hartley espera ter corrida limpa para fazer frente a Pierre Gasly na Toro Rosso, mesmo que o neozelandês enfrente concorrência limitada na busca por uma vaga no time no ano que vem.

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