Raikkonen precisa do carro na mão para ir bem, diz engenheiro demitido

Pat Fry trabalhou com o finlandês por cinco temporadas na McLaren e perdeu emprego na Ferrari no final de 2014

Uma das grandes surpresas da temporada 2014 da Fórmula 1 foi a vantagem de Fernando Alonso sobre seu companheiro Kimi Raikkonen no duelo interno da Ferrari. Tendo trabalhado com o finlandês por cinco temporadas na McLaren e voltando a atuar junto do campeão de 2007 ano passado, no time italiano, o engenheiro Pat Fry explicou o que diferencia os dois pilotos – e disse não se surpreender com as dificuldades de Kimi.

[publicidade] “Há duas questões. A primeira é que Fernando é mais adaptável e a segunda é que as limitações do carro e dos pneus dificultaram especialmente o estilo de pilotagem de Kimi”, explicou o engenheiro, ex-diretor técnico da Ferrari, recentemente demitido.

“É comum que, quando a dianteira está do jeito que ele gosta, a traseira se torna um problema. De certa forma, com compostos mais macios não é um problema – e Cingapura foi um bom exemplo. Mas geralmente, nos carros atuais, você começar a economizar combustível e perde temperatura nos pneus, perdendo equilíbrio. Depois você força e isso volta. Fernando trabalha o carro e o pneu de forma que consegue lidar com os problemas. Quando mais duro você for com os pneus dianteiros, melhor será.”

Fry lembra que Raikkonen tem o mesmo estilo de pilotagem dos primeiros anos de carreira, quando esteve na McLaren – de 2002 a 2006 – e obrigou o time a desenvolver suspensões dianteiras diferentes para atender a suas demandas.

“Kimi era exatamente assim na McLaren. Ele era muito sensível com a dianteira. Quando tínhamos ele e Montoya juntos tivemos cerca de sete suspensões dianteiras diferentes. Para tirar o máximo de Kimi é preciso dar a ele o carro para fazer isso.”
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