Red Bull entra na onda dos DRS passivos em Barcelona

Equipe instala novidade no carro de Sebastian Vettel nos testes, mas Newey reconhece que é difícil acertar a mão

A Red Bull entrou para o time das equipes que vêm experimentando com o DRS passivo, que promete ser uma das vedetes da temporada. O engenhoso sistema apareceu pela primeira vez no RB9 nesta sexta-feira, durante os testes de Barcelona, na Espanha, com Sebastian Vettel ao volante.

O sistema faz com que a asa traseira ofereça menos resistência ao ar a partir de determinada velocidade, melhorando a eficiência do carro nas retas. No entanto, como o regulamento impede a interferência do piloto ou de outros sistemas em sua ativação, é difícil controlar quando o DRS passivo é ligado/desligado. Caso haja problemas, o piloto pode não ter pressão aerodinâmica suficiente para contornar a curva.

O próprio Adrian Newey, projetista da Red Bull, durante o lançamento do RB9, reconheceu a dificuldade em lidar com a novidade. “É uma área muito interessante, que ainda precisa ser explorada. É difícil tirar tempo de volta com isso.”

Sauber e Mercedes já testaram o sistema, mas quem saiu na frente com o DRS passivo foi a Lotus, que vem experimentando com a novidade desde o GP da Alemanha do ano passado. Porém, o diretor técnico da equipe, James Allison, admite que ainda não está suficientemente confiante para usar o DRS passivo nas corridas.

“É muito difícil acertar. É um dispositivo passivo, então a força não é muito grande. É o caso de tornar seu uso mais limpo, repetitivo e forte o bastante para mover a asa. Mas você também quer uma asa que seja robusta quando não estiver se movendo. É algo muito delicado de equilibrar.”

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