Renault admite exagero nas mudanças de motor em 2017

Diretor da equipe acredita que modificações criaram ainda mais problemas

 Na tentativa de se aproximar de Mercedes e Ferrari, a Renault fez tantas mudanças no motor de seus carros, que acabaram, na visão do diretor da equipe Cyril Abiteboul, criando ainda mais problemas.

"Não vou parecer profissional se disser que os problemas já eram esperados, porque nós não projetamos um novo conceito de motor esperando que ele não vá funcionar. A realidade, e isso ainda é uma coisa frustrante, é que ainda não somos ótimos em projetar pela primeira vez", disse.

“Dito isto, fizemos um monte de coisas do lado do motor ― a arquitetura do motor de combustão interna é completamente diferente, o ERS é completamente diferente. Podemos desafiar a decisão de fazer tudo isso em um inverno e, francamente, acho que fizemos um pouco demais”, acrescentou.

Círculo vicioso

Abiteboul acredita, no entanto, que as questões de confiabilidade da Renault surgiram da necessidade de trocar componentes defeituosos.

"Quando você começa a ter alguma dificuldade com a confiabilidade, você começa a misturar as coisas na garagem. Você pega um MGU-H de um motor, o turbo de outro motor, leva um MGU-K de outro motor e então você começa a criar um monstro!", explicou.

“Isso também multiplica a operação e isso tem sido muito difícil para o pessoal de motor, que também - com todas as operações que fizemos - cometem alguns erros. Isso tornou a situação ainda pior. Então, esse é um círculo vicioso que é muito forte e poderoso”, completou.

“Mais uma vez eu estou colocando isso no fato de que é uma equipe jovem. As pessoas estão adquirindo experiência e, para mim, a falta de qualidade é a falta de experiência”, avaliou.

Próximos passos para 2018

Apesar dos problemas de confiabilidade do início da temporada, Abiteboul está pelo menos confiante de que a Renault estará em melhor situação no início da próxima temporada.

"Isso está quase ultrapassado, mas ainda não deixamos isso para trás, mas também é um ano de consolidação do lado do motor. Teremos muito mais estabilidade no ano que vem e poderemos focar em extrair mais performance de diferentes componentes que introduzimos, e, tomara, de uma maneira muito mais confiável”, concluiu.

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