Renault adverte F1 contra grande mudança nos motores

Time francês diz que começar a pensar do zero novo motor para Fórmula 1 em 2021 seria “assustador”

Chefe da equipe Renault na Fórmula 1, Cyril Abiteboul diz que seria ruim para a categoria iniciar um novo conceito de motor a partir de 2021, quando as regras da unidade de potência devem novamente sofrer mudanças.

Os chefes da F1 têm planos de continuar com o motor a combustão de 1.6 litros, mas retirar o MGU-H das unidades e estabelecer restrições de desenvolvimento.

"Nós gostaríamos de evitar começar do zero novamente", disse Abiteboul ao Motorsport.com.

"Se eu olhar para o investimento que foi feito no motor, se eu olhar para o tempo que está levando para chegar a uma situação nivelada. O motor não é mais uma desvantagem para o pessoal do chassi, e é isso o que você quer: uma disparidade em que uma equipe não seja impedida de ganhar corridas ou fazer um trabalho decente pelo motor. Começar de zero novamente seria bastante assustador."

A Renault levou a Red Bull a quatro campeonatos mundiais consecutivos nos últimos anos das regras anteriores de motor V8, mas recebeu fortes críticas da sua antiga parceira por problemas de desempenho e confiabilidade no início da era híbrida.

A Mercedes ganhou todos os títulos até agora sob os atuais regulamentos de motor, e tinha uma considerável vantagem até que a Ferrari passou a competir de pé de igualdade com o time alemão em 2017.

Abiteboul está otimista sobre o processo de negociação do pacote de regras com os novos proprietários da F1, a Liberty Media, mas advertiu que a Renault precisa de detalhes para garantir seu futuro a longo prazo no campeonato.

"Sinto que todos estão dispostos a ter um diálogo construtivo e obter uma solução rapidamente", disse ele.

"Tendo dito isso, não vamos nos comprometer com um novo motor sem saber o que a F1 vai ser em 2021."

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