Renault: ainda pagamos o preço das decisões de Briatore

Cyril Abiteboul afirma que fabricante francesa sofre desvantagem por demissões em massa há dez anos

O diretor esportivo da Renault, Cyril Abiteboul, afirmou que a fabricante ainda sofre as consequências dos atos do antigo chefe da operação, Flavio Briatore.

A Renault ainda não se encontrou 100% desde que o regulamento técnico de motor sofreu uma grande alteração, em 2014. A marca venceu GPs ao lado da Red Bull, mas não conseguiu se aproximar dos trabalhos feitos por Ferrari e especialmente Mercedes, que enfileirou quatro títulos seguidos desde então.

De acordo com Abiteboul, a gestão de Briatore, que foi até 2009, provocou um grande impacto no funcionamento da fábrica da Renault. “Viry-Châtillon é uma equipe que precisa ser reconstruída, onde todos precisam aprender novamente a trabalhar juntos”, disse Abiteboul à revista francesa Auto-Hebdo.

“Hoje, continuamos a pagar o preço da decisão de Flavio Briatore em 2007, ao demitir centenas de pessoas quando foi decidido que o desenvolvimento do motor seria congelado.”

“Foi uma saída da F1, enquanto que a Mercedes manteve suas atividades, adquiriu a Ilmor e investiu no futuro, o que previu o que aconteceria na F1.”

Contudo, Abiteboul afirmou que vem trabalhando para se recuperar. “Desde que assumi controle, contratei centenas de pessoas a Viry-Châtillon. A estrutura foi obviamente modificada, com a redistribuição de responsabilidades. As pessoas agora trabalham juntas e se entendem sem precisar dizer palavras”, completou.

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