Renault: carro de 2016 é evolução dos conceitos da Lotus

Time francês diz que preferiu não revolucionar em seu primeiro ano por conta de regulamento não mudar em sua essência

Nesta segunda-feira, o britânico Jolyon Palmer fez suas primeiras voltas com o novo RS16 da Renault, em sua volta à F1 como time de fábrica após cinco anos de ausência. Segundo Nick Chester, diretor-técnico da equipe, o carro não representa uma inovação, e sim uma evolução dos carros desenvolvidos pela Lotus.

"O RS16 se baseia em carros anteriores feitos pela nossa fábrica de Enstone, mas, naturalmente, tivemos de alterar significativamente alguns aspectos do carro para abrigar a unidade de potência da Renault, o RE16", disse Chester.

"As principais mudanças estão na parte traseira do chassi, especialmente em como mudamos o sistema de arrefecimento.”

"O resto do carro é mais uma evolução. Tomamos como base os conceitos do ano passado ainda sem necessariamente alterar os princípios fundamentais. Do lado aerodinâmico, por exemplo,  mantivemos as características que deram aos pilotos uma plataforma estável e acrescentamos mais downforce geral para dar maior aderência.”

"O fato de manter uma evolução do conceito de 2015 se deu porque não tivemos muitas mudanças no regulamento.”

"Tivemos que aumentar a espessura das aletas do cockpit para a segurança dos pilotos. Elas são capazes de suportar cargas mais elevadas, mas nós não tivemos outras coisas que nos fizeram mudar o layout."

Mais potência da Renault

A Renault insiste que já encontrou mais potência em sua unidade de potência - grande problema de performance de 2015 - sem sacrificar a confiabilidade.

"2016 é uma oportunidade real para todos na Renault", disse o diretor-técnico de motores Remi Taffin. "É uma oportunidade de colocar as lições de 2015 para o uso positivo e criar bases sólidas dentro de Viry e Enstone.”

"Já demos alguns bons passos à frente no pouco tempo que trabalhamos em conjunto. A integração da unidade de potência com o chassi foi uma grande tarefa, mas é uma prova da boa vontade de ambos os lados. Fomos capazes de adaptar tanto a unidade de potência e o chassi tão bem que a primeira vez que ligamos o carro não tivemos qualquer problema, mesmo com um cronograma tão apertado.”

"Como o chassi, a unidade de potência que usamos neste ano é uma continuação do trabalho que começou no ano passado. Fizemos algumas alterações na câmara de combustão, turbo e eletrônica para dar mais potência sem sacrificar a confiabilidade.”

"Até agora os testes nos dinamômetros têm sido promissores e estamos ansiosos para termos algum feedback dos pilotos, uma vez que estamos no caminho certo."

Escreva um comentário
Mostrar comentários
Sobre este artigo
Categorias Fórmula 1
Equipes Renault F1 Team
Tipo de artigo Últimas notícias