Renault quer que F1 mantenha motor atual para 2021

Ainda sem chegar em consenso para nova unidade, chefe da Renault diz que opiniões entre times e F1 ainda divergem

Depois da sugestão de um motor menos sofisticado para 2021 (ano do fim do pacto vigente entre as equipes) pelo diretor esportivo da Fórmula 1, Ross Brawn, no último mês de novembro, as fabricantes e a categoria têm discutido mais e mais sobre os rumos do campeonato nos próximos anos.

Chefe da Renault, Cyril Abiteboul espera que a F1 não mude muito o conceito atual, opinião compartilhada com as equipes Mercedes e Ferrari.

"Não, não há nada de novo. As discussões continuam e as opiniões ainda divergem", disse o diretor francês ao Auto Hebdo.

"Precisamos melhorar o motor atual, que tem algumas coisas erradas. Mais barulho e mais desempenho.”

"Não vamos limitar o potencial com consumo de combustível, quilometragem de componentes e penalidades de motor."

"Mas, acima de tudo, vamos manter o motor atual como base para o futuro. Não há necessidade de uma revolução em 2021, e ninguém quer isso."

Abiteboul não tem certeza de que tirar do futuro motor a tecnologia do MGU-H (como proposto pela F1) é uma boa ideia, apesar de este componente ter causado grandes problemas de confiabilidade para a Renault em 2017.

"Da perspectiva de hoje, tenho que dizer que não gosto do MGU-H", disse Abiteboul.

"Mas até 2020 teremos nosso problema sob controle.”

"Então, será mais barato para os fabricantes e os clientes, e ainda assim tudo começará novamente do zero com um novo conceito de motor", acrescentou.

"E haverá novamente fabricantes que encontrarão as soluções certas e erradas, dividindo o grid em dois grupos novamente. Portanto, não vejo razão para se desviar do conceito existente".

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